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Lindas de Março Edição 209 - Março de 2026

Uma nova direção


Carl Jung

Diagnósticos que transformaram dor em cuidado

 

Nem toda força é visível. Há trajetórias que se constroem sustentadas por uma resistência silenciosa, quase imperceptível aos olhos de quem está de fora. Enquanto trabalhava e estudava, Elisandra Freitas da Silva, 39, psicóloga há seis, também assumia, ao lado da família, o cuidado da mãe em tratamento contra o câncer, enquanto lidava com a própria ansiedade. Por fora, mantinha o ritmo. Por dentro, acumulava um peso maior do que admitia.
 

Durante muito tempo, transformou suas características e comportamentos em defeitos, sem compreender o que havia por trás delas. O TDAH e o Autismo Nível 1 de Suporte ainda não tinham nome em sua vida. A adaptação constante, o cansaço social e a exigência interna elevada pareciam apenas traços de personalidade. “Isso me colocou em um lugar de exaustão e autocobrança. O divisor de águas foi o diagnóstico tardio, em 2024. Então entendi que eu não era fraca ou defeituosa. Eu só não tinha o diagnóstico. E, mesmo assim, sustentei tudo”, relembra.
 

Mais do que alívio, o diagnóstico trouxe direção. Elisandra decidiu estudar com profundidade, compreender seu funcionamento e reorganizar a própria história sob uma nova perspectiva.
 

Hoje, integra sensibilidade e rigor técnico em sua atuação clínica. Acolhe pessoas com a empatia de quem atravessou o processo e com a responsabilidade de quem se formou para cuidar com método, ciência e ética. É especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicopatologia, Formações em Terapia Comportamental Dialética (DBT) e Terapia do Esquema, além de Especializanda em Psicoterapia para Adultos Neurodivergentes TDAH, TEA e AH/SD, Neuropsicologia e em Psicoterapias Baseadas em Evidências Científicas.
 

No dia a dia, encontra equilíbrio nas coisas simples: seus cachorros, livros que hoje começa e termina com orgulho, o silêncio, dias nublados acompanhados de um bom café e exercícios físicos como uma das formas de regular emoções. Pequenos rituais que representam algo maior: presença e alinhamento. Se pudesse deixar um conselho para uma menina de 15 anos, seria direto e afetuoso: “Escreva um diário e leia muito, literatura diversa e conteúdos que ampliem sua compreensão sobre si e sobre o desenvolvimento humano. Escreva para organizar o que sente, para entender o que pensa e, sobretudo, para não se perder de si mesma tentando caber no mundo”, afirma.
 

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."

@elisandrafreitas.psico






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