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Bela & Saudável Edição 71 - julho de 2013

Ir ou não para uma casa de repouso?


Decisão deve ser tomada pela família e pelo idoso

 

Por opção ou por imposição da vida, muitos idosos vão para casas de repouso. Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre isto é um fardo a carregar, mas sim uma nova maneira de se relacionar e passar o tempo. Tersilia Barbosa Aires, 80, é uma das adeptas. Ela tem sua casa, mas necessitava cuidados especiais e decidiu que esta seria a melhor opção, ir para uma casa de repouso. “Aqui encontrei uma família e fiz amizades. Quando cheguei, mal andava, estava com a saúde comprometida. Com os tratamentos, comecei a melhorar e hoje me sinto bem”, conta.

Para garantir esse bem-estar, o proprietário de um desses estabelecimentos de Cachoeira do Sul, o fisioterapeuta Mauricio Rezende, diz que os hóspedes precisam estar sempre em atividade. “Aqui no Residencial Duda Rezende, os idosos fazem terapia com animais de estimação, têm dia de beleza, atividades artísticas como pintura e desenho, passeios pela cidade e muitas festas. Os aniversários e as datas especiais são comemoradas com baile e caracterização a rigor”, diz Mauricio.

Uma rotina aplaudida por Olinda Motta Magalhães, 86, que é hóspede da casa e fala que sua idade é 36. Falta de lucidez? Não, ela brinca e é sempre bem-humorada. “Sinto-me uma jovem, estou sempre disposta e participo das atividades da casa. Encontrei aqui uma família”, conta.

DECISÃO – A decisão de internação deve ser tomada em conjunto entre a família e o idoso, oferecendo a ele a possibilidade de escolher se quer ir ou não. Porém, em caso de impossibilidade devido a condições clínicas, cabe à família tomar a decisão. Normalmente, um idoso com grave dependência será melhor cuidado em uma clínica de repouso, onde terá a sua disposição uma equipe médica e de cuidados especializados durante 24 horas, fator determinante para uma boa reabilitação. Entretanto, nem tudo são flores nessa escolha de onde o idoso deve morar. Há muitos lugares onde as condições são precárias e, em vez de proporcionar uma velhice tranquila, transforma a vida em tristeza e angústia. Acompanhamento de perto da rotina do lugar é fundamental para a segurança e bem-estar do familiar. Quanto à adaptação, é importante a família estar presente sem, no entanto, interferir no plano terapêutico e clínico traçado para o idoso.


 

Tersilia optou por estar na casa de repouso



Olinda com o proprietário do Residencial Duda Rezende, fisioterapeuta Mauricio Rezende





 

Asilo, sim ou não?


Seja pela falta de tempo ou de experiência para lidar com o idoso, algumas famílias escolhem o asilo. A opção é dura, mas, se não houver outra forma, preste atenção na escolha do local:
. Peça indicação de pessoas, médicos e instituições
. Verifique a limpeza, ventilação e iluminação
. Fique de olho na segurança dos cômodos: corrimão nas escadas e rampas, piso emborrachado e barras laterais no banheiro
. Confira se há médicos e enfermeiros de plantão
. Informe-se sobre atividades desenvolvidas para os idosos e sobre os horários de visitas
. Confira se a alimentação está adequada e saborosa

 






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