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Reportagens EDIÇÃO 45 - MARÇO 2011

Casamento em tempo integral


Casais cachoeirenses relatam suas histórias de como é trabalhar e moram juntos

Manter um casamento ao longo dos anos já não é tarefa fácil, prova disso é o constante aumento do número de divórcios realizados em todo o país. Imagina então como pode ser difícil o sucesso da relação para quem convive com o cônjuge dentro e fora de casa? São os casais que trabalham juntos e passam praticamente as 24 horas do dia lado a lado. “Uma convivência que pode arruinar a união ou então contribuir para uma maior cumplicidade entre o casal”, afirmam os empresários Zeno Danzmann Vianna, 53, e Rosane Treichel Vianna, 50, que dos 26 anos de casamento, 16 são também dividindo o mesmo teto e o profissional. “Quando montamos a empresa sabíamos que poderia ser difícil, mas sempre tivemos um pacto para agir com cumplicidade e respeito”, contam.
Entretanto, eles admitem que é preciso muito jogo de cintura para não misturar tudo e transformar a casa em escritório ou a empresa em um palco de discussões. “Como o Zeno viaja bastante acabamos conversando sobre negócios em casa, mas sempre com coerência para não atrapalhar também o relacionamento com nossos três filhos”, observa.



Zeno e Rosane: ‘‘agir com cumplicidade e respeito é a base para viver bem as 24 horas do dia’’



Mais que bons colegas

Longe das empresas familiares, está o casal de financiários Camila Moyses, 27, e Antônio Moyses, 28, que divide o casamento com o setor privado. Mesmo precisando manter ainda mais uma postura de distanciamento entre o doméstico e o familiar, os jovens enxergam mais vantagens que desvantagens nessa convivência. “A única parte que exige um grande cuidado para não transformar o relacionamento em dor de cabeça é sempre separar a vida doméstica do ambiente de trabalho. Aqui somos colegas, não marido e mulher”, revelam. Por isso, os apelidos carinhosos e os desentendimentos sempre ficam só para os momentos de convivência fora do ambiente profissional. “Já o ambiente profissional sempre acaba entrando dentro de casa. Acabamos conversando sobre nosso dia-a-dia assim como os casais que não compartilham o mesmo ambiente de trabalho”, conta Camila.


Antônio e Camila: ‘‘para dar certo é preciso não misturar assuntos domésticos com questões do trabalho’’



Casal que trabalha unido... permanece unido

Se por um lado é muito difícil conseguir separar conscientemente vida doméstica da vida profissional, por outro, dividir a mesma profissão ou negócio se torna mais um projeto em comum do casal. Mesmo que eventualmente aconteça algum desgaste em função do maior tempo de convivência, o saldo final é favorável para o casal Patrícia Hoffmann, 34, e Fábio Hoffmann 41. Casados há 11 anos eles dividem o comando da Madeireira Hoffmann, cada um cuidando de um setor e sem intervir nas decisões do outro. “Quando você gosta de alguém, tem intimidade, empatia, afinidade e uma vida em comum, trabalhar junto rende mais e acaba se tornando uma atividade mais prazerosa. Funciona melhor. É mais tempo para passar com a pessoa e mais chances de construir algo juntos. Enfim, é mais um campo da sua vida que se abre para que seu parceiro participe, opine e te ajude”, diz Patrícia.
Entretanto, a convivência nem sempre foi tão harmoniosa. “No início discutíamos bastante, pois tínhamos ideias muito diferentes e cada um queria impor sua vontade. Aos poucos fomos conhecendo melhor a visão profissional um do outro e aprendendo a contornar tanto os obstáculos da vida profissional como doméstica”, observa Patrícia. Para ela, viver tanto tempo juntos só contribuiu para o amadurecimento de ambos e para fortalecer a união. “Hoje sonhamos com o mesmo projeto e lutamos juntos para dar certo, mas em casa procuramos deixar de lado a empresa e dedicar nosso tempo aos nossos dois filhos”, diz a empresária.


Patrícia e Fábio: ‘‘trabalhar com alguém que se tenha tanta afinidade rende muito mais’’





Casamento 24 horas na balança

Pontos positivos

. São mais cúmplices, pois um entende as necessidades do outro.

. Cobram menos um do outro os momentos reservados à família

. Dedicam mais tempo (em média, 12 horas por dia) à jornada profissional.

Pontos negativos

. As conversas são quase sempre sobre trabalho, principalmente quando há crise e conflitos na empresa.

. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional fica comprometido.

. Quando brigam ou se separam, o risco de que o desentendimento respingue na empresa é 11% maior. (Fonte: Pesquisa da International Stress Management Association)





Vista pelos olhos do empregador, muitas vezes a relação entre colegas não é bem-vinda. É sempre preciso ficar atento às regras de conduta da empresa para não prejudicar a carreira.








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Edição 134 - abril de 2019

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