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Reportagens EDIÇÃO 37 - JUNHO 2010

Até que a morte os separe


No mês dos namorados conheça histórias de gente que cultiva o amor há décadas

 

Em uma época de relacionamentos pouco duradouros principalmente entre os jovens, casais que vivem juntos há meio século dão exemplo de que é possível realizar o sonho do amor eterno. Mesmo depois de décadas de convívio eles levam ao pé da letra as juras de se amarem até que a morte os separe e, no mês dos namorados, contam como isso é possível. O que para muita gente pode parecer inacreditável, para estes apaixonados à moda antiga é uma realidade que eles ainda querem preservar por muito tempo.




Amigos de infância, quando as famílias se reuniam no interior para as festas de fim de ano, Ilmo Ivo Pfüller, 78 anos, e Beloni Bartmann Pfüller, 77, jamais imaginavam que um dia pensariam juntos nas bodas de diamante. Casados há 58 anos, com três filhos e um neto, eles tiveram um namoro bem à moda antiga: com encontros supervisionados e só nos fins de semana. Embora bem diferente dos relacionamentos de hoje, eles têm boas lembranças da época. “Foi tudo muito bom”, garante ele, orgulhoso da vida que construiu ao lado da “tia Bila”, apelido carinhoso da esposa. “Nossa união sempre deu muito certo porque ela foi e é uma grande companheira, esteve sempre comigo, me acompanhando e incentivando”, elogia. Envolvido há anos com atividades sociais, como a direção da Sociedade Rio Branco e a presidência da Fenarroz, Ilmo avalia que o segredo para o amor eterno está no respeito e no companheirismo. “Sempre estivemos juntos, trabalhando juntos, desde o primeiro armazém que tivemos”, recorda Beloni, comerciante que acaba de se aposentar. “Até hoje não abrimos mão de almoçarmos juntos e de, nos fins de semana, se reunir com a família e os amigos”, conta ela.




Foi durante uma dança seguida de uma conversa que surgiu o amor entre o advogado e economista Gilson Gomes Lisboa, 69 anos, e a pedagoga Delmira Lúcia Bertolin Lisboa, 68. Era 1959, quando os jovens apaixonados aproveitavam, em silêncio, a missa das manhãs de domingo para encontrar a amada. “No começo era onde mais nos víamos”, lembra Gilson, que durante o namoro morou fora da cidade e tinha nas cartas o único meio de se comunicar com a futura esposa. Casados há 45 anos, com três filhos e seis netos, eles garantem que a vida a dois melhora com o passar do tempo. “A gente amadurece mais, compartilha mais as coisas, tem mais carinho, vive o amor”, garante Delmira, revelando que depois de quatro décadas e meia os dois ainda dormem de mãos dadas. “Procuramos manter uma rotina juntos, do café da manhã ao lanche da noite. É preciso sempre lidar com as situações e dialogar muito. Esse é o combustível”, resume ela.




Casados há 64 anos e no topo de uma família de três filhos, oito netos e dois bisnetos, Elza Trevisan Bartz, 84 anos, e Ramiro Benno Bartz, 86, são do tempo em que um olhar da amada fazia o coração bater mais forte. Foi assim que começou a história do casal. E os dois lembram bem daquele 1944. Ela estava na janela de casa, no Centro, quando ele passou e se viram pela primeira vez. “Foram muitos olhares até irmos ao cinema, sempre com mais gente junto”, conta Ramiro, que dois anos depois, para reservar a suíte do hotel para a noite de núpcias precisou mostrar a certidão de casamento. “Era tudo mais complicado”, avalia. De lá pra cá o casal têm na amizade, no companheirismo e no respeito entre si e pela família o combustível para um relacionamento duradouro.




Casados há 51 anos, Acemar Dorneles de Freitas, 77, e Vera Beatriz Machado de Freitas, 70 anos, passaram a vida tendo na fé e nos pequenos gestos elementos para a conquista diária que o casal precisa ter. Ajudar na escolha da roupa, levar um copo d’água, dar atenção ao companheiro são atitudes que, segundo eles, dão vida ao amor. “Essa conquista diária é valiosa. É ela que faz o relacionamento ser duradouro”, entende Vera Beatriz. O casal que se conheceu em Porto Alegre quando ele cursava Medicina e ela Belas Artes, têm seis filhos e dez netos. Durante três décadas participam intensamente de atividades religiosas e durante 25 anos palestraram nos cursos de noivos, incentivando os jovens casais. “Procuramos sempre compreender e respeitar das mudanças, isso com relação a nós, nossa família, amigos e a comunidade como um todo. O importante é estarmos unidos”, acrescenta Acemar.


Aonde você quer chegar?

Não é apenas no 25º ou 50º aniversário de casamento que se comemora bodas. A cada ano é uma marca e LINDA mostra a lista. Há variações, mas esta é a mais encontrada:

1º - Bodas de papel
2º - Bodas de algodão
3º - Bodas de couro (ou trigo)
4º - Bodas de flores (ou frutas, ou cera)
5º - Bodas de madeira (ou ferro)
6º - Bodas de açúcar (ou perfume)
7º - Bodas de latão (ou lã)
8º - Bodas de barro (ou papoula)
9º - Bodas de cerâmica (ou vime)
10º - Bodas de estanho (ou zinco)
11º - Bodas de aço
12º - Bodas de seda (ou ônix)
13º - Bodas de linho (ou renda)
14º - Bodas de marfim
15º - Bodas de cristal
16º - Bodas de safira
17º - Bodas de rosa
18º - Bodas de turquesa
19º - Bodas de cretone (ou água marinha)
20º - Bodas de porcelana
21º - Bodas de zircão
22º - Bodas de louça
23º - Bodas de palha
24º - Bodas de opala
25º - Bodas de prata
26º - Bodas de alexandrita
27º - Bodas de crisoprásio
28º - Bodas de hematita
29º - Bodas de erva
30º - Bodas de pérola
31º - Bodas de nácar
32º - Bodas de pinho
33º - Bodas de crizopala
34º - Bodas de oliveira
35º - Bodas de coral
36º - Bodas de cedro
37º - Bodas de aventurina
38º - Bodas de carvalho
39º - Bodas de mármore
40º - Bodas de esmeralda
41º - Bodas de seda
42º - Bodas de prata dourada
43º - Bodas de azeviche
44º - Bodas de carbonato
45º - Bodas de rubi
46º - Bodas de alabastro
47º - Bodas de jaspe
48º - Bodas de granito
49º - Bodas de heliotrópio
50º - Bodas de ouro
51º - Bodas de bronze
52º - Bodas de argila
53º - Bodas de antimônio
54º - Bodas de níquel
55º - Bodas de ametista
56º - Bodas de malaquita
57º - Bodas de lápis-lazúli
58º - Bodas de vidro
59º - Bodas de cereja
60º - Bodas de diamante
61º - Bodas de cobre
62º - Bodas de telurita
63º - Bodas de sândalo
64º - Bodas de fabulita
65º - Bodas de platina
66º - Bodas de ébano
67º - Bodas de neve
68º - Bodas de chumbo
69º - Bodas de mercúrio
70º - Bodas de vinho
71º - Bodas de zinco
72º - Bodas de aveia
73º - Bodas de manjerona
74º - Bodas de macieira
75º - Bodas de brilhante





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