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Reportagens EDIÇÃO 36 - MAIO 2010

O bicho ficou velho. E agora?


Eles também precisam de cuidados especiais na terceira idade


Os cuidados com alimentação, saúde e higiene e os avanços no atendimento especializado estão prolongando a vida dos animais domésticos, que acabam tendo uma terceira idade mais longa do que antes. E a velhice dos bichos, assim como a dos humanos, requer uma série de cuidados especiais para evitar problemas que podem facilmente levar à morte. O principal deles, observa o veterinário Ricardo Caputi de Campos, é receber doses extras de dedicação e carinho dos donos.
Segundo Campos, os gatos são considerados velhos a partir dos 10 anos, em média. No caso dos cachorros a conta depende muito do porte. Os pequenos vivem mais e entram na terceira idade a partir dos 9 ou 10 anos. Cães de raças maiores, como dog alemão, por exemplo, são considerados velhos mais cedo, em geral a partir dos 7. “Mas velhice não é sinônimo de problema. Eles estão vivendo cada vez mais”, comenta.

Na terceira idade os animais domésticos ficam mais sujeitos às doenças de pele, nos dentes, no coração e no sistema digestivo. “Diabetes e obesidade são dois problemas que, assim como o estresse, precisam ser evitados pelos donos”, alerta o veterinário, dizendo que o simples fato de o bicho ter envelhecido não exige mudanças repentinas no tratamento. “É aos poucos, no convívio diário, que o dono irá perceber o que precisa fazer para ajudar o animal”, conclui.





 

O dado não é científico, mas serve para ajudar na comparação da idade do homem com a do cão: um cachorro com 10 anos é o equivalente a uma pessoa com 70, em média. É como se cada ano na vida de um cachorro valesse por sete da vida de um humano. “Uma pessoa de 70 anos, por mais bem cuidada que esteja, precisa de um pouco mais de atenção”, diz o veterinário.





 

 


Fala, veterinário


. Quando o animal entra para a terceira idade, o ideal é que as visitas de rotina ao veterinário se tornem mais frequentes. Se normalmente você leva o animal duas vezes por ano, passe a levá-lo pelo menos três vezes ao ano.


. Redobre o cuidado sobre a alimentação do bicho. Se possível dê ele o tipo de ração indicado para a fase da vida. A mesma atenção deve ser dada à higiene.


. Preste atenção no comportamento do animal. Com o tempo os sentidos começam a ficar comprometidos e é preciso evitar que ele se depare com muitos obstáculos dentro de casa ou no pátio.


. Não exija que ele corra ou brinque como antes. Isso pode provocar problemas de saúde – a começar pelo estresse.


. Na medida do possível dê mais atenção ao cão ou gato. Mas lembre-se: nada de exageros ou de mudanças bruscas na rotina do animal. Nesse caso o efeito pode ser contrário.



Ricardo Caputi de Campos






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