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Reportagens EDIÇÃO 35 - ABRIL 2010

Bicho é bicho


Tratar seu cão ou gato como gente pode fazer mal – a ele

 

Ter nome e apelido e ainda assim ser chamada de “nenê” não é o único sinal de que a poodle micro toy Maria Joaquina – ou Nina para os mais chegados – é tratada como uma criança pela professora Maria Antonia Alves Ritter. Há um ano com o casal, que não tem filhos, o animalzinho tem liberdade total dentro de casa, passeia de carro e tem direito até a cuidador quando seus donos saem para jantar, por exemplo. “É o bebê da casa”, resume Maria Antonia.
Meses antes de ganhar Nina do marido ela havia perdido seu outro animal de estimação e prometido não se apegar tanto a um bicho. Mas não deu certo e os dois se apaixonaram pela poodle, que pesava 500 gramas. “Sentimos falta desse movimento na casa, nos faz bem”, diz a professora, admitindo que a “humanização” deu à poodle uma sensação de domínio. “Ela é ciumenta, tem que ser sempre o centro das atenções. Quando eu e meu marido nos abraçamos ela vem para o meio, quer carinho também. E isso não é bom”, admite, salientando que mesmo assim considera Nina “muito obediente”.
Segundo o médico veterinário Edson Salomão, que acompanha Nina, bicho deve ser tratado como bicho. Ele diz que é normal os donos exagerarem nos cuidados, mas adverte que é preciso respeitar os limites dos animais. “Uma coisa é cuidar bem, manter o animal sempre limpo, com as vacinas em dia e alimentado corretamente. É o certo. Outra é colocar o cão ou gato para dormir na mesma cama do dono. Não faz bem principalmente para o animal, ele gosta e precisa de uma certa liberdade”, compara.
Afora os problemas de saúde que uma relação tão próxima pode causar para os dois lados, Salomão alerta que o bicho tem mais chances de estar sempre estressado. “O animal se torna ainda mais dependente do dono e isso não é bom pra ele. Basta ser deixado sozinho em casa para ficar estressado”, garante. Segundo o veterinário, a saída é procurar sempre impor limites e dar ao bicho uma certa liberdade, mesmo que ele tenha regalias. “Isso ajuda até mesmo no convívio diário”.



 Maria Antonia: Nina é o bebê da casa

 



Quem manda aqui?


As dicas de Salomão para evitar que o bicho de estimação tome conta da casa

. Os cuidados começam na hora de escolher o animal e a raça. O ideal é sempre buscar a orientação de um especialista, principalmente quando se tem crianças em casa.

. É preciso manter as vacinas do bicho sempre em dia e não descuidar da higiene, principalmente se ele puder circular livremente pela casa.

. Dar carinho é fundamental, mas essa atenção não pode ultrapassar os limites da relação homem-animal.

. Bicho deve comer ração. Dividir a comida ou uma guloseima com seu cão ou gato pode ser um veneno para a saúde e o comportamento dele.

. Deixe que seu bicho de estimação tenha uma liberdade vigiada. Cães, por exemplo, adoram ter seu espaço, inclusive para dormir. Paralelo a isso, imponha limites. Sempre.


 






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