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Reportagens EDIÇÃO 29 - SETEMBRO 2009

Mãe pinóquio


Será que vale a pena contar uma mentirinha às crianças de vez em quando?

 

Seja pela vontade de poupar o filho ou por não saber como enfrentar determinada situação, as pequenas mentiras acabam fazendo parte do nosso dia-a-dia e nem as mães escapam da tentação de contar algumas inverdades de vez em quando. São muitos os motivos que levam à mentira, como por exemplo as falsas promessas para ficar livre da birra e choradeira do filho na saída da pracinha ("Vamos embora, amanhã a gente volta"). Ou então, o simples fato de pedir que a criança atenda ao telefone e diga que ela não está.
Segundo a psicóloga especialista em psicologia clínica de transtornos do desenvolvimento Aline Badch Rosa, 24 anos de idade e dois de profissão, mesmo com a melhor das intenções, mentir nunca é a melhor alternativa. É ao longo da infância que as crianças precisam ser ensinadas sobre o falar a verdade e cabe aos pais esse ensinamento. Quando a mentira se torna algo natural pode ter reflexos no futuro dos pequenos, que poderão desenvolver uma necessidade constante de mentir”, observa.
Para Aline, falar de forma mais vaga ou omitir detalhes é uma boa estratégia quando a criança ainda não possui maturidade suficiente para entender os fatos. Até os três anos, por exemplo, ela ainda confunde realidade e fantasia. “A confiança é de extrema importância na relação entre pais e filhos, não havendo espaços para inverdades em nenhuma fase da vida. Certamente, pais que costumam mentir criam filhos que não falam a verdade. Pais que usam sempre da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos”, ressalta a profissional.


 


Verdade x mentira: quando mentir se torna algo natural pode ter reflexos no futuro da criança



 


Quando entra para a escola, por volta dos quatro e cinco anos, a criança já tem capacidade para perceber que errou, mas está em conflito entre a vontade de adesão às regras sociais e o desejo de não desagradar ao adulto. É preciso que os pais mostrem que sabem que ela está a mentir e falem abertamente, mostrando a verdade dos fatos e que desaprovam sua atitude.








 


Exemplos do que pode e o que não pode contar



. De um a três anos
PODE CONTAR: fantasias simples como a de que o Coelhinho da Páscoa vai trazer ovinhos de chocolate.
NUNCA DIZER: “Se não comer tudo o que está no prato o coelhinho não trará mais ovos para você”.


. De quatro a seis anos
PODE CONTAR: por mais triste que fique, a criança pode entender que o pai não foi buscá-la para passar o dia com ele porque estava muito ocupado.
NUNCA DIZER: inventar qualquer problema que justifique a ausência do pai não é correto e o pequeno se sentirá pior caso descubra a verdade.


. De sete a 10 anos
PODE CONTAR: não esconda que a avó está doente, mas diga que provavelmente ficará boa, pois todos estão cuidando bem dela.
NUNCA DIZER: nada de criar falsas esperanças contando que a avó está apenas descansando no hospital se ela, na verdade, estiver desenganada na UTI.


. De 11 a 13 anos
PODE CONTAR:
as únicas mentiras liberadas nessa faixa etária são aquelas que representam surpresas agradáveis, como preparar uma festa sem que o filho saiba.
NUNCA DIZER: nessa fase, a maioria das crianças já tem bom domínio da realidade e vai perceber, cedo ou tarde, que os pais mentem para ela e se sentirá traída.

 

 






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