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Reportagens EDIÇÃO 26 - JUNHO 2009

Só mais um aviãozinho


Falta de apetite das crianças é um problema sério que precisa de atenção

 

Meu filho não come nada, o que eu faço? Sem dúvida, essa é uma das perguntas mais ouvidas nos consultórios médicos. Depois de preparar a comida com todo o cuidado e amor é difícil entender por que eles se recusam a comer. De acordo com a pediatra Josane de Freitas, 49 anos de idade e 23 de profissão, na maioria dos casos a falta de apetite é temporária e pode ser contornada com algumas atitudes. “A primeira coisa a fazer é conversar com o pediatra para descartar eventuais doenças que podem tirar seu apetite, como, por exemplo, anemia”, observa. Se nada for constatado e a criança estiver saudável, é preciso adotar certas medidas. Confira.


 


A advogada e funcionária pública Andréia Scherer na hora do almoço com a filha Laura, de cinco anos: luta por uma alimentação saudável é diária

 


. A primeira é respeitar os horários das refeições. Nem sempre é fácil cumprir o cronograma, é verdade, mas não há pesquisa sobre alimentação que deixe de ressaltar a importância da rotina para as refeições. A criança deve se alimentar cinco vezes por dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche e jantar). Quanto mais acostumada com uma rotina, melhor ela irá comer.


. Considere a diferença entre lanche e refeição. O café da manhã, almoço e jantar são as refeições maiores do dia e não devem ser substituídas por lanches, a não ser em um dia especial, mas a escolha deve ser por receitas saudáveis.


. Não convém oferecer a refeição em lugares pouco convencionais, como no jardim ou na sala de TV. Essas atitudes só pioram a falta de vontade de comer. Além de respeitar horários, as refeições devem ser no mesmo local.


. Não faça malabarismos. A criança precisa aprender que comer é importante e gostoso. Ela precisa experimentar e sentir os sabores dos alimentos. Aviõezinhos, brinquedos e televisão acabam distraindo os pequenos daquilo que deveriam fazer. Segundo várias pesquisas, esse é um passo grande para a obesidade.


. A hora da refeição deve ser séria, mas não rígida. Desenvolva o gosto de sentar-se à mesa. Quando a família estiver em casa, aposte em refeições coletivas. A criança vai associar a hora de comer à satisfação da convivência com a família e ainda aprender como se comportar, seguindo exemplos ao usar os talheres e cortar os alimentos.


. Não transforme guloseimas em prêmio. Aquela famosa frase “se você comer tudo, ganha sobremesa” deve ser riscada do repertório. Falando isso, a criança associa o que está comendo a um sacrifício e o prêmio fica ainda mais apetitoso.


. Sempre que possível inclua a criança no preparo da refeição. Peça a seu filho que ajude a separar os ingredientes, colocá-los dentro da panela e arrumar a mesa. Ela vai ficar ansiosa para provar o que fez.


. Depois que passar da fase da papinha, os filhos podem comer a mesma comida da família, com o tempero da casa. Um cardápio para todos será mais atrativo aos pequenos.


. Evite dar bebidas durante as refeições, pois reduzem o apetite. Também não encha demais o prato da criança. O ideal é servir porções menores e esperar que ela queira repetir.


. Os pais devem dar o exemplo. Quer uma criança que não faz cara feia para o brócolis? Coma o vegetal com vontade. Ninguém cria um filho fã de frutas e verduras se a família só come no fast-food.

 

 






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