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Reportagens EDIÇÃO 24 - ABRIL 2009

Pequenos artistas


Os desenhos das crianças são a janela para o crescimento e desenvolvimento

 

Um lápis colorido nas mãos e lá vem riscos e rabiscos. Na falta do papel, a arte é feita onde encontrar um espaço disponível, paredes, móveis e roupas. Bagunça? Não. Trata-se das primeiras manifestações artísticas da criança próxima a completar um ano de vida. É uma fase de aprendizado que todos passam, mas nem por isso não precisará de atenção. “Os pais precisam estar atentos para incentivar e orientar os filhos. Essas criações são fundamentais para o aprendizado”, ressalta a pediatra Josane de Freitas, 49 anos de idade e 23 de profissão. Confira as etapas do desenvolvimento e o como contribuir para a criança aprender o máximo possível.

 



João Henrique Martins da Costa: com dois anos e três meses seus rabiscos começam a ganhar significado

 


Próximo aos 12 meses

A bagunça que ele faz com a comida já é sinal de que está começando sua primeira obra de arte. O bebê está aprendendo que suas mãos podem fazer coisas diferentes, como alcançar, pegar e também pode sentir diferentes texturas. Ainda não existe a intenção real de criar, ele vai ficar surpreso ao perceber que suas ações deixam marcas.
Papel da família - Dê um pouco de liberdade. Seu apoio irá incentivá-lo a continuar expressando a criatividade.


12 a 15 meses

A maioria dos bebês já consegue pegar um lápis e rabiscar um papel. Eles começam a experimentar movimentos fazendo grandes arcos e pequenos borrões. Nessa idade as crianças pintam pelo simples prazer de usar braços e mãos.
Papel da família - Divirtam-se juntos fazendo arte. Durante a brincadeira converse sobre os rabiscos que estão criando juntos e comente sobre os movimentos das mãos e as linhas criadas por eles.

 

15 a 18 meses

As marcas são mais firmes, as curvas mais definidas e os pontos e traços mais exatos. Os rabiscos continuam sendo rabiscos, mas a criança já entende a consequência do que está fazendo com lápis e papel.
Papel da família – Incentive a exploração artística dando diferentes materiais, como giz de cera, tinta, canetinhas e muitas folhas de papel branco.


18 a 24 meses

A mão da criança passa a ter controle para desenhar o que o cérebro deseja expressar, por isso os desenhos passam a tomar forma. Nessa fase elas começam a desenhar com entusiasmo e começam a contar o que o desenho significa.
Papel da família – Elogie o desenho, deixe exposto e mostre aos amigos, assim a criança vai se sentir motivada.


24 a 30 meses

Os significados começam a aparecer nessa fase. Talvez ainda não dê para identificar o que a criança desenhou, mas ele vai saber direitinho identificar cada traço do desenho. No entanto, um dia pode dizer que desenhou um cachorrinho, no outro, que o mesmo desenho é um carro, mas tudo isso é normal.
Papel da família – Resista ao impulso de adivinhar o desenho (você pode errar) ou de mesmo perguntar o que é. Isso pode frustrar a criança. Concentre-se nas cores e traços. Pergunte: por que você usou a cor azul? Ou: eu gosto desses traços, me conta o que você fez.


30 a 36 meses

Perto do terceiro ano de vida é que os desenhos passam a parecer com o que você imaginou. Graças as suas habilidades motoras, pode até tentar escrever letras ou rabiscos que parecem com letras.
Papel da família – Mostre interesse quando a criança quiser mostrar ou descrever suas criações e deixe a imaginação dela rolar.



 

"Muitas vezes a criança só consegue manifestar o que está sentindo através de desenhos, por isso a grande importância de incentivar a criação."
Josane de Freitas



 

Foto: Liziane Fotos


 

 






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