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Reportagens EDIÇÃO 23 - MARÇO 2009

Dupla de sucesso


Animais de estimação têm o poder de alegrar, ensinar e até curar as crianças

 

Ter um bichinho de estimação em casa é sempre sinônimo de diversão. Mas, mais do que isso, estudos sobre essa relação homem-bicho apontam que um animal pode provocar diversos estímulos nas crianças. Quem cresce junto com um mascote se torna mais afetuoso, sociável, justo e sem tendência a ser individualista. O despertar de sentimentos positivos ainda pode contribuir para a autoestima e autoconfiança dos pequenos. De acordo com a pediatra Marilice Ribeiro, 48 anos de idade e 25 de profissão, um bom relacionamento com os animais também ajuda no desenvolvimento da comunicação verbal, na compaixão e empatia e ainda influenciará nas relações futuras com os amiguinhos e na preservação da natureza.
Segundo Marilice, a idade recomendada para a criança ter um cachorro ou gato é a partir de três anos, pois nessa fase já adquiriram certa autonomia e são capazes de se defender e entender algumas regras do que é ou não permitido fazer. “Antes disso, o animal sofreria até a criança adquirir esse controle ou poderia até se voltar contra ela”, explica. Já se a escolha for, por exemplo, um pássaro, um roedor ou um peixe, não há restrição de idade. “Essa escolha dependerá da família, da  criança e do ambiente em que este animalzinho será criado, só não são indicados animais exóticos ou selvagens que não se adaptam ao convívio doméstico”, observa a pediatra.


 

Demonstração de afeto: Laura Klatter com a cadela Lana da raça labrador

 


 Apesar de todos os benefícios, antes de optar por ter um mascote é importante pensar em alguns itens, como o espaço disponível. Peixes, roedores, aves e gatos se adaptam bem em casas pequenas e apartamentos. Para cachorros, não vale pensar só no tamanho. Algumas raças pequenas não suportam lugares com pouco espaço, enquanto outras, médias, ficam bem neles, desde que os donos façam passeios diários. Não esqueça também de analisar os gastos. Gatos e cachorros, por exemplo, precisam de vacinas e vermífugos. Independente da escolha, todos precisarão comer rações de boa qualidade.
ALERGIAS – Muitos pais questionam a questão de alergias aos bichos, mas eles podem ficar tranquilos. Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver esse tipo de doença, pois o seu sistema imunológico já está acostumado com os agentes alergênicos encontrados nos animais. “Só não esqueça de levar o animalzinho ao veterinário para que receba os cuidados necessários e evitar doenças. Vá acompanhado de seu filho para que também escute as orientações do doutor, criando assim mais responsabilidade. A partir do momento em que a criança ganha um bichinho ela já deve participar dos cuidados, por exemplo, alimentar ou dar água ou ainda passear”, explica Marilice.



 


É importante que adultos sempre acompanhem os momentos de brincadeira das crianças com os bichos, mesmo que ele esteja há anos com a família, para que os limites dessa relação sejam respeitados. Como em muitos casos quando a criança nasce já existe um mascote em casa é preciso atenção. Se a  brincadeira acontece de um jeito que o animal, especialmente o cão, não tolera, ele vai demonstrar da única e pior forma que sabe: mordendo. Se a opção foi ter um mascote, ele precisa ser respeitado, cuidado e amado para evitar a agressividade.


Marilice: mascote traz benefícios que irão acompanhar a criança por toda a vida


 


Sem dúvida, na hora de escolher um mascote, o cachorro tem a preferência na maioria dos casos. Conheça mais sobre as raças indicadas para crianças.





Raças pequenas


Poodle toy - É um cão bem adaptado a apartamentos, dócil e companheiro.





 

West highland white terrier (westie) - É um cão alegre e se dá bem em qualquer ambiente.





 

Shi-tzu - Além de ser muito sociável, ele adora um colo.









 

 

Raças médias


Bulldog inglês - Apesar de sua aparência negar, é um cão manso e dócil, especialmente com crianças.







 


Fox paulistinha - Supercompanheiro e ativo, ele precisa de muito exercício e avisa sobre a presença de estranhos.








 

Beagle - É um cachorro bem amigo. Farejador por natureza, exige certo espaço e exercícios variados.











 


Raças grandes


Boxer - Forte, valente e leal, gosta de crianças e protege a família. Precisa correr para gastar a energia.







 

Labrador - Inteligente, obediente e muito amigo. Ele necessita de atividade e gosta de correr.







 


Collie - Muito dócil e de temperamento vigilante e afetuoso. É um cão silencioso. Mesmo assim, precisa de passeios diários.

 

 






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Edição 136 - junho de 2019

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