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Reportagens EDIÇÃO 22 - FEVEREIRO 2009

Alô a toda hora


Uso do celular virou mania entre jovens, adultos e até crianças

  

Você é daqueles que fica perdido quando sai de casa e se dá conta que esqueceu o celular ou de tão indispensável que o aparelho se tornou em sua vida jamais o esquece? Então você está no grupo de milhares de pessoas que se tornaram inseparáveis desse pequeno aparelho que permite aproximar distâncias, fechar negócios, enfim, dar e buscar notícias. Até há alguns anos ninguém tinha celular, hoje é raro encontrar alguém que não tenha um. Algumas pessoas carregam dois ou três na bolsa. Com suas multifunções, o telefone móvel caiu no gosto de jovens, adultos e crianças.

 


Você já imaginou a sua vida sem um celular?





 

Um, dois, três... quatro celulares

 

“Não me imagino sem celular, nem sei como consegui viver antes de ter um”, espanta-se o empresário Maher Jamil, 26 anos, ao resumir sua relação com o aparelho. Dono de quatro celulares, cada um de uma operadora diferente, ele diz que o motivo de ter tantos é a questão da economia. “Como as operadoras são diferentes dá para avaliar as que oferecem os melhores planos e escolher a melhor para cada ligação e se alguma ficar sem serviço tenho as outras”, conta. Em média, Maher troca de aparelhos a cada seis meses, sempre em busca de novas tecnologias.














 

Celular também é coisa de criança


Conversar não é o principal atrativo do celular, pelo menos para a pequena Vitória Amaral Tavares, de 8 anos. Dona de um aparelho há dois, ela adora tirar fotos e brincar com seus jogos. “Meu pai e minha mãe são os que mais me ligam e às vezes falo com algumas amigas, mas o que mais gosto no celular é poder sair fotografando”, conta a menina. A mãe Luiza Tavares apóia o uso, mas faz restrição quanto a levar o telefone para o colégio. “Ela pode usar, mas somente quando sai ou em casa, no colégio não, por atrapalhar o rendimento escolar”, observa Luiza. Vitória faz parte da geração que já nasceu quando o celular estava popularizado, então nem se imagina não tendo o seu.



 

Telefone? Só fixo


Há quem resista ao uso do celular, assim como o juiz da Vara do Trabalho de Cachoeira do Sul, Carlos Henrique Selbach, 47 anos. “O celular criou urgências que nem sempre existem. Quem precisa e me interessa vai saber onde me encontrar mesmo eu não tendo um aparelho”, ressalta. Apesar de não ser adepto a essa tecnologia, Selbach já comprou diversos aparelhos para dar de presente aos familiares. “Muita gente diz que sou ultrapassado e até burro por não querer ter celular. Reconheço que ele facilita a vida e em alguns casos é fundamental, mas não dá para ser escravo da modernidade. Muitos ao saber que não tenho perguntam: e como vou te achar? Aí respondo de forma bem-humorada: "Por que me achar se eu não estou perdido?”.



 

                        Fique sabendo


A primeira chamada de um telefone celular foi realizada em 1973, nos Estados Unidos. Somente 10 anos depois o celular chegou ao mercado americano e europeu. Já no Brasil, o celular só chegou em 1990. Na época, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país contava com 667 aparelhos. Somente em 1997, com a privatização da telefonia móvel no país, foi que ocorreu um grande aumento na produção de aparelhos. Com isso, novos serviços foram oferecidos a um menor preço, numa disputa por novos consumidores. Desde então, há pouco mais de uma década, que o acesso ao celular ficou mais fácil. De acordo com dados da Anatel, em novembro do ano passado o Brasil alcançou 147 milhões de linhas de celulares. Destas linhas, 81,29% usam o sistema pré-pago.


 






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