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Reportagens Edição 212 - Julho de 2026

Pés diabéticos


Litiere é podóloga com 10 anos de experiência.

Entenda o risco de ignorar pequenos sinais

 

Muita gente só percebe a importância dos pés quando surge dor, ferida ou dificuldade para caminhar. No caso da diabetes, esse alerta precisa vir antes. Pequenas feridas que não cicatrizam, alterações de sensibilidade e pés inchados podem evoluir sem chamar atenção, e é justamente aí que mora o perigo. O resultado pode ser o desenvolvimento do pé diabético, uma das complicações mais delicadas da diabetes.
 

A boa notícia é que grande parte dos casos pode ser evitada com cuidados simples e acompanhamento. “Secar sempre entre os dedos, fazer o corte correto das unhas, usar meias e sapatos livres de costuras e sempre fazer uma inspeção para ver se não existem lesões em partes que o paciente não alcança. Essa é a rotina ideal de cuidados com os pés para quem tem diabetes”, orienta a podóloga Litiere Dornelles da Silva, 36.
 

A prevenção, segundo ela, é a chave para evitar complicações. Por isso, a atenção deve ser redobrada para calos, unhas e pequenos machucados. “No pé diabético, qualquer pequena lesão pode se tornar um grande problema. O podólogo é o profissional responsável por estudar e tratar esse tipo de problema, ajudando a evitar que ele surja ou se agrave”, diz.
 

Laserterapia como aliada
 
Conforme Litiere, uma das grandes aliadas no tratamento e prevenção de feridas em pés diabéticos é a laserterapia. Essa técnica acelera a cicatrização, diminui as dores e auxilia no tratamento de fungos, verrugas e unhas encravadas. “Também é indicada para qualquer pessoa que esteja com desconforto nos pés”, afirma.

Não erre no tratamento!


Para a médica Alessandra Silva Caetano, 27, que há um ano atua em Cachoeira do Sul, o pé diabético deixa de ser apenas um cuidado preventivo quando sua condição evolui para úlceras, infecção local ou sistêmica, ou comprometimento profundo dos tecidos, aumentando o risco de osteomielite (infecção óssea), necrose e até amputação. Em casos mais graves, quando não tratado corretamente, pode levar à infecção generalizada com risco de morte.
 
Por isso, tratar de maneira adequada faz toda a diferença para um desfecho positivo. “O tratamento certo reduz significativamente os riscos de complicações. Ele inclui controle rigoroso da glicemia (pois ela retarda a cicatrização), cuidados com feridas, antibióticos quando há infecção, alívio da pressão no pé por meio da avaliação do calçado, avaliação da circulação e cirurgia em casos graves”, alerta a médica.
 





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