Fratura peniana
.jpeg)
“Essa dúvida não é recorrente em consultório. Ela surge quando o homem ou alguém conhecido enfrenta a situação”. Genaro Trojahn.
Não é à toa que temas ligados à saúde íntima masculina ainda sejam abordados com muita cautela. E não é por falta de importância, não! É pela dificuldade de falar sobre eles com naturalidade. Muitas vezes, esses assuntos só ganham espaço quando algo inesperado acontece, trazendo junto dúvidas, medo e a necessidade urgente de informação.
Entre essas situações está a fratura peniana. Apesar do nome causar estranhamento, trata-se de uma emergência médica real, que exige atendimento imediato. Para o médico urologista Genaro Trojahn, 43, que tem duas décadas de experiência, muitos homens sequer imaginam que essa lesão possa ocorrer, o que pode atrasar a procura por ajuda e aumentar os riscos de complicações.
“A fratura de pênis consiste na ruptura da túnica albugínea, do corpo cavernoso, onde ocorre o enchimento sanguíneo, caracterizando a ereção. Geralmente quando ocorre, é relatado um estalo durante o ato sexual, dor variável, perda de ereção, inchaço e até mesmo deformidade do órgão. Existem apresentações mais exuberantes e mais graves, quando ocorre lesão da uretra associada”, explica.
Caso de emergência
Segundo o médico, a demora na busca por atendimento pode evoluir, de forma definitiva, causando tortuosidade do pênis, dificuldade miccional e até mesmo impotência sexual. Na maioria dos casos, o procedimento mais indicado é o cirúrgico, com o objetivo de drenar o hematoma e suturar a lesão nas primeiras 24 horas.
“Felizmente, é uma situação rara. Ocorre principalmente durante o intercurso vaginal, podendo também ocorrer durante a masturbação e, de forma muito mais rara, durante o sono, quando o paciente tem ereção noturna e ‘rola’ na cama”, diz.
Tem como prevenir?
Sim! Conforme Genaro, evitando algumas posições que apresentam maior risco, como por exemplo, quando a parceira está por cima ou em relações muito vigorosas. “Outro fator que deve ser evitado é o abuso de substâncias entorpecentes e álcool”, complementa.