Estética genital

“Cada mulher tem uma anatomia, uma história e necessidades diferentes. E o tratamento deve sempre respeitar isso”. Leila Spanemberg.
Tecnologia para melhorar a qualidade de vida
A estética genital feminina vai muito além da aparência e da vaidade. Ela prioriza aspectos como saúde íntima, funcionalidade e qualidade de vida. “Houve uma mudança importante na forma como a medicina passou a escutar as mulheres. Estamos falando de tratamentos que podem melhorar flacidez, ressecamento, desconfortos, dor, alterações de coloração e até auxiliar na função sexual e urinária”, afirma Leila Spanemberg, 50, ginecologista e obstetra há 20 anos.
Mais elasticidade e lubrificação
Segundo a médica, o laser íntimo é a tecnologia mais procurada. Ele atua promovendo aquecimento controlado das camadas mais profundas, o que estimula a produção de colágeno, melhora a vascularização e a qualidade do tecido local. Na prática, isso se traduz em melhora da elasticidade, da lubrificação e do trofismo vaginal.
“Ele é muito indicado para mulheres que apresentam ressecamento vaginal, dor na relação, sensação de frouxidão, desconforto íntimo e casos selecionados de incontinência urinária leve. É bastante procurado no pós-parto, no climatério e na menopausa, fases em que essas queixas costumam ser mais frequentes”, explica.
Bioestimuladores e clareamentos também estão na lista dos procedimentos estéticos e funcionais. O primeiro é indicado principalmente para flacidez e perda de volume da região íntima; e o segundo, recomendado para mulheres que se incomodam com o escurecimento da região.
Saúde íntima não é mais tabu?
Para Leila, os avanços tecnológicos trouxeram tratamentos mais seguros, menos invasivos e com respaldo científico, e isso ajudou a quebrar tabus em relação ao tema.
“Quando a mulher se sente confortável com o próprio corpo, isso se reflete diretamente na confiança, na intimidade e na vida sexual. Muitas relatam melhora da segurança emocional, da lubrificação e da qualidade das relações”, completa.