
Vinícius Severo, 46, neurocirurgião. Fumar, pois esse hábito aumenta consideravelmente o risco de AVC e aneurisma cerebral.
Hábitos que os médicos jamais teriam em suas rotinas
Quem estuda o corpo humano e acompanha de perto as consequências dos maus hábitos, percebe, na prática, como pequenas escolhas impactam a saúde a curto e longo prazo. Por isso, convidamos médicos de diferentes especialidades para responderem à pergunta: “O que você jamais faria, sendo um especialista na sua área?”.
Por conhecerem os riscos, eles revelam nas suas respostas, atitudes que não adotariam e nem recomendariam se estivessem no lugar dos pacientes. São exemplos reais, diretos e esclarecedores, que convidam à reflexão sobre hábitos comuns e mostram como informação e consciência podem ser grandes aliadas na prevenção e na qualidade de vida.
Genaro Trojahn, 43, urologista
"O uso indiscriminado de medicamentos da classe dos IPDE5, como Sildenafil e Tadalafila, que implicam no aumento de risco de eventos cardiovasculares em situações específicas, assim como o uso de anabolizantes sem a devida indicação, com risco aumentado de diversos tipos de câncer, hepatite, pancreatite e até mesmo disfunção erétil no adulto jovem.”
Valéria Dorneles Rodrigues, 40, infectologista
"Ter relação sexual sem preservativo com parceiro de sorologias desconhecidas.”

Bruno Barreto, 40, cirurgião ortopedista
"Jamais trataria uma lesão do ombro apenas com repouso e remédios. Isso mascara sintomas, piora a lesão e afasta o paciente daquilo que mais deseja: voltar a viver sem dor.”
Alice Hoerbe, 35, otorrinolaringologista
"Jamais usaria descongestionante nasal por mais de sete dias como alternativa para desobstruir o nariz.”
Betty Medinilla Perez, 37, dermatologista
"Deixar de usar protetor solar e manter a hidratação adequada da pele.”
Sérgio Ricardo Araújo de Moraes, 52, angiologista e cirurgião vascular
"Não iniciaria o tratamento de varizes dos membros inferiores sem uma investigação adequada. Tratar sem avaliar todo o sistema venoso pode levar a falhas no tratamento e retorno precoce do problema. Pular etapas leva a resultados ruins e à insatisfação dos pacientes.”
Fernanda Scarparo Boeck, 54, psiquiatra
"Eu jamais tomaria ou indicaria medicação psiquiátrica com base em dicas de redes sociais. Tratamento sério exige avaliação clínica profissional.”
Lissa Sakugawa, 37, angiologista e cirurgiã vascular
"Negligenciar minhas varizes, achando que é só uma questão estética.”
Diego Faccin Cazarotto, 43, cardiologista
"Eu não faria uso de anabolizantes. Eles destroem o coração, elevam a pressão arterial, aumentam o colesterol, provocam arritmias, danificam o músculo cardíaco e aumentam drasticamente o risco de infarto e morte súbita, especialmente em jovens. Resultado rápido não justifica colocar a própria vida em risco.”
Camila Becker Roggia, 39, gastroenterologista e endoscopista
"Apesar de ser uma medicação segura, jamais usaria omeprazol por tempo prolongado sem adequada investigação e avaliação clínica da sua real necessidade.”