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Reportagens Edição 206 - Novembro de 2025

A crise dos 40


“Com avaliação médica, exames adequados e hábitos saudáveis, é possível atravessar essa fase com energia, saúde e qualidade de vida”. Pâmela Moraes

Mudanças hormonais influenciam a vida sexual 

 

A chegada aos 40 anos costuma ser um marco importante na vida. Esse período traz transformações sutis, mas profundas; ainda mais quando influenciam a vida sexual. Isso porque as temidas alterações hormonais começam a se manifestar de forma mais evidente, trazendo reflexos na energia, no metabolismo, no humor e até na maneira como o organismo responde ao envelhecimento.

 

Para muitas mulheres, é um divisor de águas: o momento em que o ritmo natural da vida exige novos cuidados e uma compreensão mais atenta do próprio corpo. “Os 40 anos representam, em média, o início de uma transição biológica natural. Isso acontece porque, a partir dessa fase, o sistema de regulação hormonal começa a apresentar sinais de desaceleração”, destaca a endocrinologista Pâmela Moraes, 35.

 

O que muda?
 
Para as mulheres, é nesta fase que se inicia a chamada transição menopausal. Os hormônios que sofrem mais alterações nesse período são os níveis de progesterona e estrogênio, hormônios femininos relacionados à lubrificação vaginal, absorção de cálcio e às características da pele, unha e cabelo.
 
Outro hormônio que sofre alteração é a testosterona, que está ligada ao desejo sexual e à massa muscular. “Essas mudanças influenciam também no humor das mulheres, podendo ter alguns sintomas depressivos. Outro fator é a menstruação, que começa a aparecer de maneira irregular e mais intensa devido à aproximação da menopausa”, diz a médica.
 
Outro ponto de atenção é que a diminuição hormonal ajuda na perda de massa óssea, podendo levar ao surgimento de osteoporose e osteopenia. “Em casos de perda severa da densidade óssea, há uma maior propensão a fraturas no fêmur e na coluna. A redução de hormônios sexuais resulta, também, na perda de massa muscular, podendo gerar casos de sarcopenia e hipotrofia muscular”, alerta Pâmela.
 
 
Escape de urina?
 
A endocrinologista explica, ainda, que nessa fase a musculatura do períneo fica mais flácida, e os ligamentos, mais “frouxos”. Isso pode diminuir a sustentação da uretra e da bexiga. “O canal mais aberto facilita os escapes de urina, principalmente quando a mulher faz algum esforço tossindo, espirrando ou dando risada, por exemplo”, diz.
 
 
Posso fazer reposição hormonal?
 
Pâmela destaca que a terapia de reposição hormonal em mulheres é indicada em casos específicos. “Ela deve ser iniciada na janela dos 50 anos, ou nos primeiros 10 anos da menopausa. Sempre utilizando a menor dose eficaz pelo tempo necessário, e de maneira individualizada, pesando riscos e benefícios”. Algumas situações incluem:
 
Sintomas intensos da menopausa - ondas de calor, suores noturnos, insônia, irritabilidade.
 
Atrofia urogenital - secura vaginal, dor nas relações, infecções urinárias de repetição.

Prevenção de osteoporose - em mulheres com risco elevado de intolerância ou contraindicação a outras terapias.
 
Melhora da qualidade de vida global - quando os sintomas afetam trabalho, relacionamentos e bem-estar.





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