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Reportagens Edição 205 - Outubro de 2025

Pequenos gigantes


Pedro se diverte descobrindo novidades, estratégias e atualizações em tecnologia

Crianças que são acima da média

 

A infância é um terreno fértil para descobertas — e quando o talento aparece cedo, tudo ganha ainda mais cor e movimento. Seja nos dribles certeiros de um pequeno craque, nas invenções tecnológicas de um curioso do mundo digital ou nas delicadas dobraduras de papel que se transformam em origamis. Neste mês das crianças, conheça a história de três garotos que se destacam nas atividades que fazem.

 

Tecnologia é o ponto forte do Pedro

Entre telas, cabos e códigos, Pedro Vanderlei Flôres Dias, 8, chama atenção pelo talento incomum com a tecnologia. Enquanto muitas crianças da sua idade ainda exploram os primeiros jogos digitais, ele já cria soluções próprias e com a naturalidade de quem nasceu para esse universo.


“Entre os quatro e cinco anos, descobrimos que ele já sabia ler fluentemente. Digitava sozinho no celular e na TV, procurando vídeos para assistir no YouTube. Sempre teve facilidade com matemática, demonstrando interesse e pedindo que ensinássemos a ele operações mais adiantadas que da sua série na escola. Inclusive, chegou a construir um aplicativo para estudar matemática”, contam os pais Rodrigo Franco Dias, 45, engenheiro agrônomo, e Lenise Nascimento Flôres Dias, 42, médica veterinária.


Por iniciativa própria, Pedro programou o nosso Waze para que todos os comandos do aplicativo tivessem a voz dele, e também já programou e construiu um jogo com auxílio da Inteligência Artificial. 


“Nos sentimos orgulhosos e, ao mesmo tempo, vigilantes. Queremos que ele seja criança, que aproveite sua infância, mas também não podemos deixar de estimulá-lo”, falam.

 

Rafael é craque de bola

“Um dos ensinamentos mais legais que o futebol me trouxe é o de poder conhecer muitas pessoas”, fala Rafael, que estuda no 5º ano do ensino fundamental do Colégio Marista Roque.

 

Rafael Pereira Meira, 11, é uma criança que já nasceu com o futebol nas veias. O que para muitos é apenas uma brincadeira, para ele, já é parte significativa da vida. Com a bola nos pés, ele transforma cada jogada em um espetáculo e mostra que desde pequeno carrega a paixão e o talento pelo esporte. Já aos quatro anos de idade, iniciou os treinos na escolinha da Sociedade Rio Branco, e a partir daí surgiram oportunidades para diversos campeonatos.


Em 2022, entrou para a equipe da Korpus, núcleo de Cachoeira, onde se destacou. Em 2023, competiu a nível estadual de futsal, onde o time foi vice-campeão e ele levou o troféu de melhor ala direito, eleito pela Liga Gaúcha de Futsal. No mesmo ano, Rafael foi chamado para fazer um teste no Inter, seu time do coração. Ele foi selecionado para treinar no clube e agora viaja uma vez por semana para Porto Alegre.


Em 2024, foi para o Juventude, em Caxias do Sul, onde jogou campeonatos importantes como Gauchão Noligafi e BG Prime (Sul Brasileiro), inclusive na Argentina. Mas os pais Júlio Meira Junior, 42, policial civil, e Carla Pereira Meira, 41, bancária, contam que decidiram romper com o Juventude, devido à distância e à necessidade de viajar três vezes por semana. Agora, Rafael joga futebol de campo pelo Genoma, de Santa Cruz do Sul.

 

A criatividade fascinante do João Pedro


João Pedro está no 6º ano do Colégio Totem

 

João Pedro Abreu Moraes, 11, revela um talento que une arte e raciocínio lógico. Com muita destreza, ele transforma folhas simples em figuras complexas e coloridas, e ainda resolve combinações do cubo mágico em poucos segundos, como se fosse um jogo natural. A mistura de paciência, criatividade e habilidade impressiona quem acompanha o João.


Os pais de João, Daniela Abreu, 45, biomédica, e Leandro Moraes, 39, funcionário público federal, explicam que adiaram ao máximo o contato do filho com as telas, e que mesmo hoje, aos 11 anos, o uso ainda é bem restrito. “Isso possibilitou que ele desenvolvesse habilidades e despertasse interesses pouco comuns para a idade dele. Antes dos três anos já pedalava sem rodinhas, desde os quatro confecciona origamis e, com a técnica de dobradura, cria brinquedos e distribui para os amigos. Aos cinco anos já sabia ler e escrever. Aos seis, despertou interesse pelo cubo mágico, e hoje resolve diferentes versões do brinquedo e memorizou mais de 100 algoritmos para isso”, dizem.

 

Você sabe a diferença?

Superdotação:

 

É uma condição onde a criança já nasce com um potencial intelectual muito acima da média. Não é algo adquirido; o que pode acontecer é que esse potencial seja mais ou menos estimulado conforme o ambiente e as oportunidades. Uma criança superdotada pode apresentar raciocínio lógico avançado, memória excepcional, aprendizado rápido e interesse intenso por determinados temas.

 

Prodígio:

O prodígio nasce com aptidão incomum, mas o que o diferencia é a manifestação precoce e visível desse talento. Normalmente, ainda na infância, já realiza tarefas em nível de adultos, como tocar piano como um concertista aos seis anos, resolver problemas matemáticos complexos aos oito, e por aí vai. Ou seja, todo prodígio tem altas habilidades, mas nem todo superdotado ou criança com altas habilidades será um prodígio.

 

Altas habilidades:

O termo costuma ser usado na educação para reconhecer que a criança pode se destacar em áreas específicas (música, artes, liderança, esportes, raciocínio lógico, etc.). Também é inato, mas pode se manifestar de formas muito diferentes. Algumas crianças mostram cedo, outras mais tarde, dependendo das experiências vividas.






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