O julho é dos amigos
Ana Cláudia Azevedo, 33, consultora de moda; e Eduarda Severo, 33, lash designer
Histórias que dão sentido às amizades
“Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si. É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti... É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações. E assim ter amigos contigo em todas as situações”. Ter alguém com quem contar faz toda a diferença no caminho da vida. São dos amigos os melhores abraços, os olhares de cumplicidade e a presença que, mesmo distante, aquece o coração.
Para celebrar o Dia do Amigo, comemorado no Brasil em 20 de julho, reunimos quatro relatos que traduzem a essência do que é ter um amigo de verdade: alguém para dividir sonhos, desafios e conquistas. Afinal, não importa o cenário, saber que não estamos sozinhos faz da vida uma experiência muito mais bonita!
Histórias cruzadas
“Minha mãe foi casada com o pai da Eduarda e eles tiveram dois filhos. O casamento acabou e cada um seguiu sua vida. Ambos casaram outra vez e, desses novos casamentos, nasceram duas meninas, eu e a Eduarda. O mais incrível: nascemos no mesmo dia, 30 de junho! Temos irmãos em comum (os filhos do primeiro casamento) mas não somos irmãs. Porém, já crescemos sabendo da nossa história e nossos pais sempre apoiaram a nossa amizade.
Nós duas moramos em Cachoeira e podemos dizer que somos amigas há 33 anos. Sempre que possível, estamos juntas! Não ficamos um dia sem nos falarmos! Sou madrinha dos filhos dela, o Mathias, 13, e o Miguel, 1 ano e 7 meses; e ela é madrinha da minha filha Martina, 4.
Apesar de sermos cancerianas, temos personalidades bem diferentes, mas já trabalhamos na mesma profissão por oito anos. Consideramos que a nossa união é um propósito de Deus. Desde o começo, nossa história sempre foi de muito amor. Deus sabia o quanto precisaríamos uma da outra para que nossas vidas fossem completas e felizes”.
Uma coincidência feliz
Francieli Gai Dias, 47, empresária; e Ana Cláudia Nunes, 50, psicóloga.
“Neste ano, completamos 20 anos de amizade! Nos conhecemos em Porto Alegre, quando a Aninha começou a fazer pilates comigo, e desde então nos tornamos amigas. Em 2016, depois de conhecer meu esposo e termos nossas duas filhas, uma com seis meses e outra com seis anos, na época, decidimos vir para Cachoeira.
Chegando aqui, fiz amizade com duas meninas que, por coincidência, eram justamente as amigas de infância da Ana Cláudia, que é cachoeirense, mas foi embora da cidade na adolescência para estudar. Hoje, formamos um só grupo de amigas!
Eu e a Ana Cláudia nos tornamos irmãs de alma e ela também é madrinha da Antonela, minha filha mais velha. Atualmente, eu moro aqui e ela segue em Porto Alegre, mas estamos sempre em contato e nos visitando todos os meses”.
Encontros que curam
Bruna Silveira, 28, comerciária; Karla Alves Neves, 28, autônoma
“Nos conhecemos em 2020, através dos nossos trabalhos. Ela pedia para esquentar a marmita de almoço onde eu trabalhava, porque tínhamos micro-ondas na empresa. E assim, fomos nos aproximando a cada dia. Há pouco tempo eu havia perdido a minha mãe, e Deus colocou a Karla no meu caminho no momento mais difícil da minha vida. Ela já havia passado por isso, e então me deu todo o suporte e força que precisei.
Ela chegou a ficar morando um período comigo para me ajudar. A nossa convivência nesse momento foi um divisor de águas. Ela cuidou muito de mim e me tratou com todo o zelo que eu precisava. A amizade dela fez eu querer me sentir viva e feliz de novo!
Hoje ela mora em Capão da Canoa, mas nossa conexão permanece intacta e procuramos nos visitar pelo menos uma vez a cada dois meses. Sou madrinha do filho dela, o Arthur, que acabou de completar um aninho. A nossa história é de muita sintonia e união. Estivemos juntas em tempos complicados e a nossa amizade se consolidou em cima da base que fomos uma para a outra”.
Sonhos compartilhados
Ingrid Mariano Pereira, 29, advogada; e Deborah Félix de Oliveira, 30, enfermeira
“Nossa amizade teve início em 2001, na Escola Angelina, quando tínhamos apenas seis anos. Estudamos na mesma turma dos anos iniciais até o ensino médio, e nos tornamos inseparáveis! Fazíamos todos os trabalhos possíveis em dupla! Tínhamos uma rotina diária de parceria: estudávamos pela manhã e, à tarde, reservávamos algumas horas para revisar as matérias. Sempre juntas!
Hoje, a Deborah mora em Lajeado e eu costumo visitá-la pelo menos uma vez por mês. Mesmo com a correria da vida adulta, seguimos muito próximas, nos falando por mensagens e chamadas de vídeo. Uma acompanha o dia a dia da outra.
Um dos momentos mais marcantes da nossa amizade foi quando passamos no vestibular. Foi um sonho compartilhado, vivido lado a lado. É aquele tipo de história que a gente sabe que vai contar pros filhos, netos… e se emocionar de novo toda vez. Hoje, é bonito ver que ambas seguimos os caminhos que idealizávamos ainda na infância e continuamos juntas, projetando o futuro. Agora, nossa maior meta em comum é fazermos uma viagem longa, especial, e que com certeza vai render mais histórias inesquecíveis”.
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