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Reportagens EDIÇÃO 17 - SETEMBRO 2008

Questão de limites


Os pais devem estabelecer regras claras para as crianças e ajudá-las a lidar com as frustrações

 

Educar os filhos já foi mais fácil. Nossas avós, por exemplo, nem de longe tiveram as mesmas dúvidas que atormentam os pais de agora, sendo que a questão dos limites é a causadora das maiores dúvidas. Em outros tempos as crianças não tinham tanto poder de escolha, hoje elas estão muito mais questionadoras pela influência da televisão e dos meios de comunicação que estão presentes na rotina diária. Para a psicóloga e proprietária da Escola de Educação Infantil Guri e Guria, Carin Fischer Ache, 31 anos, sendo seis de profissão, o primeiro passo antes de discutir os limites é entender os pequenos. “Quando a criança nasce ela apresenta características importantíssimas: ela vive em busca do prazer e da satisfação imediata de seus desejos e vontades e acredita que o mundo inteiro gira ao seu redor e que todas as pessoas e coisas existem para a satisfação de seus desejos”, observa.
Carin explica que a criança não nasce sabendo o que é certo ou errado, por isso é fundamental que os pais tenham sensibilidade para perceber suas limitações, observando seu modo de ser e viver e ensinando o que pode ou não fazer em sociedade. Dizer não quando preciso é uma maneira de criar filhos mais inteligentes. Em contrapartida, o não só deve ser usado quando existe uma razão concreta para tal resposta, ou seja, os pais devem explicar o porquê do não. “Negar alguma coisa somente porque a mamãe não quer parece mais como imposição do que um limite”, observa a psicóloga. “Dar limites é uma maneira de dar segurança à criança e mostrar que você se importa com ela. A tarefa não é fácil e exige paciência, sendo um aprendizado diário para os pais, mas vale a pena”, conclui. 












Estabeleça limites


. Com as mudanças sociais, a criança está sendo vista de outra maneira, como um ser peculiar. Antes as necessidades eram roupa, comida e escola, agora ela se amplia para respeito, atenção, carinho, diálogo e compreensão.


. Premiar ou recompensar o bom comportamento. Os pais às vezes esquecem de elogiar e só repreendem os filhos, dessa forma as crianças ficam com a sensação de que não adianta fazer as coisas certas. Os pais devem elogiar e ressaltar tudo de bom que a criança faz.


. Entender que premiar não é obrigatoriamente dar coisas materiais. Carinho, reconhecimento e elogios valem mais do que presentes.


. Outra característica fundamental é a paciência. Os pais terão de falar várias vezes a mesma coisa até que a criança compreenda a regra do jogo. Por isso manter a calma é indispensável. Gritos não adiantam e palmadas nunca resolvem.


. Fazer com que a criança assuma seus atos (positivos e negativos). Com a mesma naturalidade que elogiamos e premiamos os filhos, devemos conversar e agir quando eles erram, sempre com cuidado de nunca relacionar uma atitude a características pessoais. Exemplo: “meu filho, não é correto pegar o que não é seu sem pedir antes ao dono”. E não dizer: “Você é desonesto e egoísta”.


. Mais um passo importante é que os pais não podem esquecer o senso de justiça. Nos casos em que algum tipo de punição deva ser imposto, ela deve ser proporcional ao erro e à idade do seu filho. Na maioria das vezes uma ordem como: “Não pode porque isso machuca ou porque é errado”, basta.


. O último passo essencial é a coerência. As crianças aprendem mais com exemplos do que com palavras. Imagine a confusão do pequeno ao perceber que o pai diz uma coisa e age ao contrário.






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