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Reportagens Edição 169 - Julho de 2022

Insônia, ansiedade e inchaço


Carlos é especialista em tomografia computadorizada e ressonância magnética geral

Esses e outros sintomas podem estar associados à tireoide

 

 

Aumento ou perda de peso sem razão aparente, dificuldade de concentração e esquecimento, queda de cabelo, alterações de humor, sonolência e cansaço. Esses são só alguns dos sintomas provocados por alterações no funcionamento da tireoide. Isso tudo acontece porque a glândula com formato semelhante ao de uma pequena borboleta regula a função de órgãos importantes, como o coração, o cérebro, o fígado e os rins; além de ser responsável pela produção de hormônios do organismo humano.  

  

Carlos Eduardo Braido Rojas, 43, médico radiologista, afirma que a demora na busca por ajuda profissional pode ser um fator determinante na eficiência do tratamento. Ele também destaca que os sintomas podem confundir o paciente, não sendo associados a problemas específicos da tireoide. Nessas situações, com o atraso no tratamento, o quadro pode piorar consideravelmente.  

  

“Os nódulos tireoidianos são muito comuns na população, principalmente nas mulheres e, em sua imensa maioria, são benignos. Porém, há chances de evoluírem para câncer, por isso, a ecografia e o seu acompanhamento são necessários para obter um diagnóstico precoce”, explica o profissional. Ele alerta, ainda, para a importância do acompanhamento médico durante e após o tratamento, pois, devido a um mecanismo autoimune, algumas doenças da tireoide podem estar relacionadas a fatores genéticos.   

 
 
 
Medicação para emagrecer 

Não é de hoje que “medicamentos milagrosos” para emagrecer são utilizados por muita gente sem nenhum tipo de orientação profissional e, dependendo da substância consumida, podem levar a óbito. Segundo a endocrinologista Pâmela Moraes, 32, é importante estar atento aos compostos prontos vendidos sem receita médica em farmácias. “Especialmente aos que possuem T3, um hormônio produzido pela tireoide e que não é recomendado para emagrecimento. Eles podem causar danos também a outros órgãos, como fígado e rins”, alerta. Nesse sentido, os remédios podem levar a um falso resultado. Ou seja, a pessoa achar que está emagrecendo quando, na verdade, já está começando a manifestar os primeiros sinais de um problema na tireoide.  
 
 
Conforme a profissional, os distúrbios são diferenciados por dois extremos: se há a liberação de hormônios em quantidade insuficiente, a pessoa desenvolve o hipotireoidismo. Por outro lado, quando os hormônios são liberados em excesso, a doença é conhecida como hipertireoidismo. Pâmela explica que, nos dois casos, o volume do órgão pode aumentar, gerando outra disfunção conhecida como bócio. O crescimento leva a indícios como dificuldade de engolir, tosse, sensação de falta de ar e rouquidão.  
 

Pâmela é especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)  

 
 
Sintomas do hipotireoidismo
(pouca geração de hormônios)  
- Lapsos de memória  
- Falta de concentração  
- Unhas fracas  
- Pele seca, sem viço  
- Queda de cabelos acentuada  
- Ganho de peso sem motivo aparente  
- Sensação de inchaço  
- Intestino preso  
- Menstruação irregular  
- Pouca tolerância ao frio  
- Aumento do colesterol  
 
“Para chegar ao diagnóstico dos distúrbios, são realizados exame de sangue e, no caso dos recém-nascidos, o ‘teste do pezinho’, que serve para diagnosticar o hipotireoidismo congênito. O médico também deve realizar, no exame físico, a palpação da tireoide, para avaliar a presença de nódulos”, afirma Pâmela.  
 
 
Sintomas do hipertireoidismo
(produção excessiva de hormônios)  
- Taquicardia  
- Ansiedade  
- Irritação  
- Insônia  
- Tremor  
- Sudorese excessiva  
- Intolerância ao calor  
- Alterações menstruais  
- Fraqueza muscular  
- Intestino solto  
 
Pâmela explica que hábitos prejudiciais à saúde também podem alterar a produção dos hormônios, como sedentarismo e excesso de ingestão de carboidratos e açúcar. Já o tratamento depende diretamente do tipo da disfunção apresentada, podendo incluir acompanhamentos clínicos e uso de medicamentos de forma regular. Dependendo do estágio, pode ser necessária a realização de cirurgia para retirada da glândula.  





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