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Reportagens Edição 154 - Março de 2021

Você sabe identificar um relacionamento abusivo?


Cecilia

Abuso não é apenas físico 

 

Muitas vezes, quando estamos dentro de uma relação, não é simples entender que o parceiro pode ser um abusador. Para ajudar a compreender melhor esta questão, Linda convidou, Cecília Chaves, 51, psicóloga há 20 anos, para nos esclarecer dúvidas. ‘’Falar de relacionamentos abusivos é falar de um sofrimento que acomete muito as mulheres, é falar de um adoecimento mental”, fala a profissional.

 

Segundo Cecilia, muitas mulheres acreditam que por não ser uma agressão ou abuso físico, não estão em perigo. Num primeiro momento elas pensam que estão exagerando e que são culpadas por serem tratadas assim. Elas têm a esperança de que a pessoa vai mudar. 

 

ATENÇÃO AOS SINAIS 

“Se você nota que a pessoa é invasiva, agressiva, possessiva e dominadora/controladora, então precisa tomar uma atitude. Busque ajuda, tente entender o motivo que te faz se submeter a este relacionamento”, esclarece a psicóloga.

 

Sabemos que existem homens que também sofrem em relacionamentos tóxicos, mas a grande maioria dos casos recaem sobre as mulheres. Por isso a Linda trouxe um depoimento de Andréa Godoy, 41, vendedora e formada em gestão pública há quase dois anos. 

 

‘’Aos 19 anos eu estava em um relacionamento abusivo, no qual eu sofria violência doméstica. Apesar da dor física, a que fica gravada para sempre é a psicológica, mas essas feridas nos ensinam a sermos fortes e seguir em frente. Esquecer é impossível. Tive forças para me afastar, fui trabalhar e estudar. Eu estaria assinando a minha sentença se tivesse permanecido. Eu dou apenas um conselho: não tenha medo! Denuncie, peça socorro e fuja se notar sinais de abuso. Agressões verbais podem indicar apenas o começo de tudo isso’’. 

 

Se você ainda não tem certeza se a sua relação é abusiva, faça o teste que a Linda preparou: 

ESTOU EM UM RELACIONAMENTO ABUSIVO? 8 perguntas para você abrir os olhos.  

 

Meu primeiro  pensamento é sempre: 

A: O que o outro vai pensar, o que ele quer ou prefere. 

B: Depende da situação, em geral me preocupo com a pessoa, mas avalio o que quero também.  

C: Primeiro penso no que eu desejo e estou sentindo.  

 

Me sinto na maior parte do tempo quando estamos juntos:  

A: Apreensiva, ansiosa e com receio.  

B: Tem momentos que estou feliz e outros que não me sinto bem.

C: Me sinto completa e feliz sempre. 

 

As pessoas próximas de mim acham que: 

A: Ele não me faz bem, que deveria me afastar o quanto antes.  

B: É um relacionamento complicado e que eu deveria avaliar bem se vale continuar. 

C: É uma relação normal, com seus altos e baixos, mas que a pessoa me faz bem. 

 

Geralmente me trata como: 

A: Um nada, um lixo, me coloca sempre para baixo.  

B: Bem, acontecem elogios esporádicos, mas às vezes me trata como se eu não o merecesse.  

C: Muito bem, não tenho do que reclamar, fico feliz pela forma que sou tratada.  

 

O passado dele é: 

A: Complicado, turbulento e traumático, aconteceram coisas horríveis.  

B: Um mistério, ele não gosta de falar sobre o passado, então não posso avaliar. 

C: Normal, como qualquer outro, com partes complicadas e outras tranquilas.

 

Ele me causa: 

A: Insegurança, medo e, pensando bem, certas vezes até repulsa.

B: Não sei bem o que causa, fico pensando que pode me deixar a qualquer momento ou me sinto um tanto sozinha.

C: Segurança, sinto que estou protegida com ele, alguém com quem eu posso contar. 

 

Ele já: 

A: Me agrediu e ameaçou pessoas importantes em minha vida e até me ameaçou.  

B: Uma vez ou outra rolou chantagem emocional e algumas coisas que achei estranho.  

C: Brigou comigo, mas como em qualquer relacionamento, nunca levantou a mão ou me ameaçou.  

 

Ele lida com o ciúmes:  

A: Da pior forma possível, fico com medo de quem ele é com ciúmes, não me deixa ter amigos, sair sozinha e critica minhas roupas. Além disso, controla as minhas redes sociais.  

B: De um jeito chato, ele é ciumento, mas consigo controlar a situação geralmente.  

C: De uma forma bem saudável, às vezes pode até acontecer, mas é tudo muito tranquilo. 

 

Respostas:  

Se a maioria foi A: Você está sim em uma relação abusiva e precisa tomar uma atitude o quanto antes ou isso pode terminar mal. O primeiro passo é reconhecer que precisa sair desse relacionamento e agora deve procurar ajuda! Existem especialistas que te dão todo o auxílio. Procure a delegacia da mulher se a pessoa for relutante em aceitar o término, não espere que algo ruim aconteça!  

 

Se a maioria foi B: É importante fazer uma avaliação profunda e colocar o relacionamento na balança. Ver se realmente se sente bem com a pessoa ou só permanece nesta situação porque acha que ficará sozinha. Se faça perguntas e fique atenta aos sinais. Relações são feitas para somar. Se isso não está acontecendo, então existe algo errado. Converse com seus amigos, familiares e especialistas, mas lembre-se: a mudança precisa partir de você. 

 

Se a maioria foi C: Você vive uma relação saudável, com momentos bons e outros nem tanto, o que é normal de acontecer, afinal, ninguém é perfeito. O importante é que vocês tentem ser a melhor pessoa um para o outro e vejam se estão felizes e satisfeitos com o relacionamento.  

 

VOCÊ SABE A ORIGEM DO MÊS DA MULHER?  

 

Dizem que no dia 8 de março de 1857, mais de 100 operárias morreram carbonizadas em um incêndio em uma fábrica em Nova York. Teria sido intencional, causado pelo proprietário. Entretanto, existem muitas controvérsias quanto à data correta do incêndio e foi de fato intencional.

 

DATAS IMPORTANTES  

1932 - Mulheres brasileiras conquistam o direito ao voto em todo o território nacional.

1962 - Mulheres garantem o direito de trabalhar fora de casa sem a permissão dos maridos. 

1988 - Com a nova constituição, mulheres garantem igualdade de direitos. 
2006 - É criada a Lei Maria da Penha, que prevê penas mais duras a atos de violência contra a mulher.





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