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Reportagens Edição 137 - julho de 2019

Será só uma pinta?


Sinal na pele é motivo de preocupação


Paula Rizzatti: “Ao identificar alguma pinta com alterações, procure um dermatologista. Através do exame clínico, o médico indicará ou não a necessidade de retirada”


Se você tem uma pinta ou sinal na pele, sempre surge a dúvida se ela representa algum tipo de risco para a saúde. As pintas surgem desde a infância até a fase adulta e são comuns em pessoas de pele clara. A exposição solar é o principal fator para o surgimento ou aumento desses sinais, conhecidos cientificamente como nevos melanocíticos. A médica dermatologista PAULA ZANCHET RIZZATTI, 34, com nove anos de atuação na área, destaca os principais sinais de alerta sobre as pintas e orienta o que fazer nesses casos. 

 
 
MELANOMA 
 
Pintas novas em adultos ou idosos são um sinal de alerta, pois podem indicar o aparecimento de um tipo de câncer de pele agressivo: o melanoma. “A maioria dos casos de melanoma surge como pintas novas e não como pintas que se modificaram”, frisa. 
 
 
PREVINA-SE!

Conforme a dermatologista, a melhor forma de prevenção do melanoma é evitar a exposição exagerada ao sol (banho de sol), principalmente entre as 10h e 16h. “Use protetor solar fator 30 ou maior diariamente, reaplicando em intervalos de até duas horas, conforme a exposição ao sol. Vale usar chapéu, boné, óculos escuros e manga longa no verão, de preferência com proteção contra os raios ultravioletas”, orienta.
 
 
DIAGNÓSTICO
 
“Pacientes com múltiplos sinais devem fazer um autoexame periódico e uma revisão anual com o médico dermatologista. Em alguns casos, o médico pode encaminhar o paciente para fazer uma dermatoscopia digital computadorizada e mapeamento de sinais”, esclarece. 
 
Através da dermatoscopia (não disponível na cidade), as pintas são fotografadas e comparadas periodicamente através de um software para verificar com maior precisão se houve alguma modificação relevante nesses sinais ou um surgimento de sinal suspeito, facilitando a suspeição diagnóstica de uma lesão maligna, conforme explica Paula. 
 
“Tanto o exame clínico em consultório, dermatoscopia e dermatoscopia digital levam a suspeição diagnóstica. O diagnóstico final do tipo de lesão é feito após a retirada da lesão que é examinada pelo médico patologista”.
 
 
 
As pintas merecem atenção quando se modificam: se crescem, coçam, sangram ou mudam de cor ou aspecto. !
 
 
CIRURGIA 
 
O procedimento é feito ambulatorialmente (não necessita internação) e os pontos são retirados em alguns dias. Segundo a profissional, toda pinta retirada é enviada para exame anatomopatológico, onde o médico patologista examina a lesão e emite o diagnóstico final. 
 
“Tanto o exame clínico em consultório, dermatoscopia e dermatoscopia digital levam a suspeição diagnóstica. O diagnóstico final do tipo de lesão é feito após a retirada da lesão que é examinada pelo médico patologista”.
 
 
 
REGRA DO ABCDE
(Guia dos sinais de alerta)
 
Assimetria: não é redonda ou oval, ou ainda que possua contornos e coloração mal distribuídos em torno do centro
 
Bordas: irregulares
 
Cores ou tons diversos na mesma pinta: marrom claro e escuro, preto, branco ou vermelho
 
Diâmetro: maior que seis milímetros
 
Evolução muda rapidamente de tamanho, forma, espessura ou cor





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