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Reportagens EDIÇÃO 06 - OUTUBRO 2007

Abro uma empresa ou me formalizo como autônomo?


Diferenças nas cargas tributárias são as causadoras das dúvidas

 

Qual a melhor alternativa, iniciar meu negócio como pessoa física ou jurídica? Essa é a dúvida de muitos prestadores de serviço que na hora de se formalizar não sabem qual é a melhor opção. De acordo com uma pesquisa feita pela The Nielsen Company, 50% das pequenas e médias empresas da América Latina são registradas como pessoa física. Já no Brasil, a história é diferente: 82% delas estão como pessoas jurídicas. Mas por que isso acontece? Quando se fala em empresas é difícil não pensar ou mencionar os impostos e são eles os responsáveis por essa diferença.
Segundo a presidenta da Associação dos Contabilistas de Cachoeira do Sul, Beatriz Ferreira Martins, 52 anos de idade e 18 de profissão, a carga tributária pode variar de acordo com o tipo de serviços prestados, mas em geral é mais acessível para os autônomos. Entretanto, na hora da empresa contratar o prestador de serviços, optar por alguém formalizado como pessoa jurídica é mais vantajoso, pois é sinônimo de menos impostos. Quando há contrato com pessoas físicas, a empresa tem de pagar encargos sociais e o Imposto de Renda (IR), que varia de 15% a 27%. Já se fecha acordo com pessoas jurídicas, a empresa paga no máximo o IR, mas em um valor bem mais razoável, cerca de 1,5%.
“Isso quer dizer que na prática se registrar como pessoa física significa menos gastos, mas na maioria dos casos isso vai dificultar na hora de conseguir trabalho, pois além da questão da carga tributária, não poderá oferecer nota fiscal para o empresário poder deduzir do seu IR”, explica Beatriz. Além disso, ela alerta que não é em todos os casos que existe a possibilidade de escolha entre se registrar como pessoa física ou jurídica. “Dependendo do segmento no qual estará inserido, o profissional deve obrigatoriamente abrir uma empresa e ter uma estrutura que condiga com o serviço oferecido. Por exemplo: como um mecânico vai se cadastrar como empresa e não vai ter um local para atender os clientes? Tudo é uma questão de análise. É necessário muita atenção para não fazer uma escolha equivocada”, conclui.

 

Separando vida pessoal dos negócios


Ao optar por se formalizar como pessoa jurídica é comum haver uma tendência em resolver assuntos da empresa como se fossem pessoais. “É muito importante o profissional conseguir separar contabilmente a vida pessoal do negócio. Muitos misturam as receitas e as despesas da empresa com seus gastos. Isso é muito prejudicial, pois acabam gastando o capital de giro e essa falta de controle pode levar a empresa à falência", explica Beatriz.
 
Na maioria das vezes, o empresário não consegue nem montar sua agenda de modo prático e organizado, separando as atividades empresariais das pendências particulares. Esse comportamento influencia diretamente o planejamento de uma empresa, o andamento das estratégias e o lucro.

Outro ponto que merece atenção é a contratação dos funcionários. Na hora de abrir um negócio, alguns empresários optam por contratar familiares e pessoas do convívio social, mesmo que não sejam o perfil ideal para o cargo ou para exercer determinada função. “Sem preparação dos colaboradores, a empresa não cresce, não se desenvolve, porque faltam profissionais competentes, aptos para realizar as tarefas necessárias”, observa a contabilista.






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