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Reportagens Edição 54 - dezembro de 2011

Quero TUDO!


Saiba quais são os limites para agradar os filhos sem exageros nesse Natal

Fim de ano chegando e as crianças ficam ainda mais consumistas. Quero uma boneca, um carrinho, um videogame - pedem tudo o que é anunciado nas propagandas. Como agir? Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Rose Mary Trombini Caldas, 53, sendo 27 de profissão, o segredo é sempre estabelecer limites. “Tanto para os filhos quanto para os pais”, explica. Veja as dicas da profissional para ajudar nessa tarefa.





Seja coerente


É importante ensinar os filhos a lidarem com o consumo. “A publicidade está muito voltada para as crianças por serem mais influenciáveis”, comenta Rose. Assistindo diariamente propagandas, as crianças ficam achando que precisam dos produtos anunciados para serem felizes. “Isso ocorre independente da classe social”, completa.


Ensine a dar valor ao dinheiro

Desde cedo a criança já deve ter consciência de que o dinheiro não nasce em árvore e que temos que trabalhar para conseguir as coisas. “Assim darão mais valor para o dinheiro”, diz. Antes de sair de casa, é importante conversar com a criança. “Deixe claro o alvo das compras, por exemplo: hoje vamos comprar o presente para o seu primo que faz aniversário essa semana”, completa Rose.


Frustrar é necessário


Não se devem fazer todas as vontades da criança. “Frustrar também é necessário. Adiar a gratificação do agora para o depois implica em autocontrole através do incentivo à disciplina”, completa. Também é importante estipular regras para o consumo das crianças. Dar um cofrinho para que aprendam a importância de poupar é uma boa lição.



Dê o exemplo


Não é necessário se encher de dívidas para se fazer algo especial. Mostre para a criança que muitas vezes um momento de lazer acaba proporcionando um sentimento muito melhor do que ganhar um brinquedo novo. Incentive a curiosidade da criança, ela é essencial para o processo da descoberta e aprendizagem: visitas a museus, jogos, conversas, ida ao zoológico, cinema e praças são ótimos programas para aumentar a cumplicidade entre pais e filhos.


Estabeleça limites

O fato de não ter brinquedos caros ou roupas da moda pode fazer com que a criança se revolte e culpe seus pais pela falta dos bens que deseja. Os pais, por sua vez, acabam também se culpando por não proporcionarem tudo que os filhos pedem. “Acabam trabalhando cada vez mais para atender aos pedidos dos filhos, em vez de se preocuparem em ficar mais tempo com eles, dando atenção e carinho”, observa.
Se fizer birra deixe chorar. Não compre só porque a criança está esperneando. “Se ceder, só reforçará esse comportamento”, explica a psicóloga.







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