Casa Linda Edição 70 - junho de 2013

Tenha um JARDIM de sonhos


O paisagista Hilton Garske retorna de Londres e dá dicas de como deixar o jardim sempre bonito

 

Com as baixas temperaturas, fica mais difícil cuidar do jardim, mas como ele é um cartão de visita da casa, o esforço para mantê-lo bonito vale a pena. O paisagista HILTON GARSKE, 45, após quase dois anos residindo em Londres, na Inglaterra, está de volta a Cachoeira. Por lá, ele adquiriu muita experiência em jardinagem e paisagismo inglês e divide com a LINDA um pouco do que aprendeu, já que a Inglaterra é famosa pela beleza de seus parques e jardins floridos.

 




 

 

Canteiros com formas sinuosas são destaques nos jardins ingleses





FLOR TAMBÉM NO INVERNO  – É possível manter flores mesmo nas épocas mais frias do ano, como é o caso da prímula. Contudo, é essencial a retirada das folhas mortas ou amareladas e flores murchas, para prolongar a floração.

MANUTENÇÃO SEMPRE – Para que esteja sempre bonito, é preciso que haja manutenção regular. Com isto, o jardim fica limpo e protegido contra as pragas e doenças. As principais tarefas são as podas estéticas e de limpeza, corte de grama, afofamento da terra, limpeza geral de folhas secas, doentes ou em estado de decomposição, poda ou corte de galhos, aplicação de defensivos, caso alguma planta esteja doente ou com pragas, controle de irrigação e adubação adequada para cada tipo de espécie.





 

Mix de cores, formas e texturas dão um charme no jardim





 

 

 

 

 

 

 

IDEIAS – Aposte nos jardins coloridos e duradouros, pois é permitido misturar vários tipos de floríferas, folhagens, arbustos e até mesmo ervas. Dessa forma, a preferência é sempre pelas espécies resistentes e perenes que facilitam a manutenção, assim como aquelas que podem formar manchas bem definidas e coloridas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os erros mais comuns

ESCOLHA DAS ESPÉCIES – Cada uma tem sua própria característica (plantas de sol, sombra, solos arenosos ou mais alagados, porte, clima frio ou quente...). Assim, torna-se mais fácil a adaptação da planta ao ambiente, garantindo o sucesso do jardim.

IRRIGAÇÃO – Solo encharcado ou seco? Normalmente é assim: ou o erro vem pelo excesso ou pela falta de água às plantas. É preciso equilíbrio.

PODAS E CORTES DRÁSTICOS – Arbustos e árvores de pequeno porte, em especial, ficam bonitos e vistosos quando recebem podas. Mas uma poda inadequada pode trazer problemas para o desenvolvimento da espécie.

VASO DE CERÂMICA E JARDINEIRAS – O maior erro ao se cultivar plantas nesses locais ocorre pelo uso inadequado de espécies, devido à relação entre o porte da planta e o tamanho do vaso ou floreira, causando rachaduras e também a morte da planta.

CORTE DO GRAMADO – Um erro grave é cortar o gramado muito baixo, pois, além de prejudicar o crescimento das plantas, ainda pode proporcionar o crescimento de ervas daninhas que irão competir pelo espaço.

CAL NO TRONCO É BOM – É um mito, pois aplicar cal no tronco da árvore não evita a proliferação de doenças e, por ser uma substância química, além de não proteger a planta, pode prejudicar seu desenvolvimento.




 

LUZ PARA DAR VIDA AO JARDIM



ILUMINAÇÃO - A iluminação é um recurso estético e funcional, pois é o complemento final do projeto paisagístico. Além de iluminar o espaço externo, destaca e valoriza espécies especiais. No entanto, é preciso ter cuidado para não exagerar. Em todo o jardim, o ideal é colocar em evidência as plantas marcantes, como exemplo as de grande porte.
 
CORES DE LUZ - Lâmpadas coloridas podem ser projetadas sobre a superfície de mesma cor, tornando essa tonalidade ainda mais evidente. Imagine um canteiro de hortênsias sutilmente iluminado com equipamentos que utilizem lâmpadas azuis. Ou ainda, o efeito da luz branca usada em luminárias específicas para jardim, voltadas para uma determinada vegetação, que aparenta o pigmento acinzentado nas suas folhas.
 
QUAL LÂMPADA USAR - A mais recomendada é a LED, por não emitir muito calor, ser mais durável e ainda apresentar menor consumo de energia. Porém, é fundamental que haja um estudo prévio de seu posicionamento (ou o de qualquer outro tipo de lâmpada) em relação à vegetação para que não haja o risco de queimá-la.

 

 






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