Do amor ao sexo Edição 118 - outubro de 2017

Sexo sem penetração

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


Muitos podem achar que não tem como existir sexo sem penetração. Aliás, para a maioria dos homens talvez seja a parte mais importante do sexo. E mais, é provável que vejam como sendo a mesma coisa sexo e penetração. Só que não é.        
Então como seria sexo sem penetração?
Só que não é.
Então como seria sexo sem penetração?

Adolescentes geralmente sabem bem como fazer esta prática quando não querem ter penetração, mas estão muitíssimos estimulados. Também casais que não são adeptos ao sexo no período menstrual podem ter muita intimidade sexual, evitando apenas o genital.

Talvez a chave para um sexo mais prazeroso seja exatamente tirar o foco da penetração e expandir a percepção das sensações eróticas para todo o resto do corpo. Quando a preocupação com a penetração está muito presente, todo resto passa a ficar em segundo plano. Na verdade, a penetração deve ser apenas um complemento, uma parte do jogo erótico, pois não se depende dela para obtenção do prazer e do orgasmo. Ou seja, pode-se ter excitação com mão, boca, “amassos”, estímulos no clitóris e na glande do pênis, podendo levar a sensações extremamente prazerosas e até mesmo ao orgasmo.

Principalmente para os homens que tenham algum tipo de dificuldade de ereção, poder entrar no jogo erótico sem a sua necessidade ou a própria cobrança da ereção para uma penetração pode fazer toda diferença quando entra no sexo com o objetivo apenas do envolvimento e do prazer erótico e não com a expectativa de ereção. E é justo isto que faz com que seja agradável, sem tensão e cobrança.

É comum que aqueles homens que já não conseguem ereção a não ser com o auxílio de algum remédio vasodilatador se sintam inibidos de iniciar um jogo erótico por não estarem “preparados” para manterem uma ereção, o que é uma lástima, já que todo o resto do corpo poderia reagir ao estímulo erótico. Este é o típico caso em que o homem coloca todo o peso do seu erotismo no genital ereto, sendo que o erotismo está, na realidade, no que ele é capaz de proporcionar de sensações à parceira e vice-versa e não na sua ereção. Por essa falsa ilusão de que o sexo está baseado no pênis ereto para a penetração, ele deixa de aproveitar todo o resto.

Já para a mulher, quanto mais tempo de preliminares, quanto mais sensações eróticas forem feitas e estimuladas no seu corpo, mais excitação e preparação para o orgasmo ela terá. O estímulo de clitóris, que fica na parte externa da vagina, é suficiente para grande maioria das mulheres chegar ao orgasmo, ou seja, não é necessariamente a penetração que precisará existir para levar a mulher a ter prazer e orgasmo.

Aliás, sabe-se que em muitas relações em que existe a penetração muitas vezes há falta de prazer, dor e até mesmo inibição do orgasmo. Ou seja, penetração não é sinônimo de prazer nem de orgasmo. O que é sinônimo é um sexo com preliminares, envolvimento dos dois, dar o tempo que cada um necessita para se excitar e dedicação ao prazer um do outro. A cobrança também deve ficar longe do momento sexual.

Então, vemos que existem várias maneiras de um casal se estimular eroticamente que não necessitam da penetração. Não que a penetração não seja prazerosa, mas não é indispensável para que o prazer e o orgasmo aconteçam.



Psicóloga e terapeuta sexual
 






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