Do amor ao sexo Edição 111 - março de 2017

Quem toma a INICIATIVA NO SEXO?

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


Este é um tema que intriga muitos casais. Na verdade, é um mito sexual que afeta ambos os gêneros. É comum encontrarmos a queixa daquele que toma mais frequentemente a iniciativa para o sexo de reclamar que nunca é procurado, que não se sente desejado e até de sentir um certo cansaço em precisar sempre procurar o parceiro. Já o outro tem a sensação de que está sempre em dívida, de que sua forma é inadequada, que não é bom o suficiente e até que seu jeito de ser poderia afastar o parceiro.

Mas, afinal, quem deve tomar a iniciativa?
Raramente encontramos um casal em que a inciativa sexual é equilibrada entre ambos. O mais comum é um tomar mais a iniciativa. Geralmente quem começa é quem tem mais desejo, quem acha o momento mais propício ou quem quer surpreender o outro.

Para os homens, o momento do sexo também pode significar entrega e demonstração de afeto, e justamente por isso é que o desejo sexual para eles parece ser mais necessário.

Já para as mulheres a entrega e o afeto são facilmente feitos fora do sexo (se abraçam entre amigas, choram facilmente, falam dos sentimentos com naturalidade). Enfim, para a maioria das mulheres ir para o sexo é mais demorado do que para o homem, bem como ir para o sexo só pelo sexo é bem mais difícil para a mulher do que para o homem.

As formas de iniciar podem variar muito, das maneiras mais diretas, como falar abertamente das suas intenções ou toques nos genitais e nos seios, até sinais mais sutis, como colocar um perfume ou uma lingerie mais sexy, colocar os filhos para dormir mais cedo, convidar para um banho juntos...
Enfim, perceber os sinais sempre é importante, assim como falar para o outro que aqueles sinais, quando aparecerem, significam “estou a fim”. Manter o elo é sempre algo que torna o casal mais íntimo.

Fique atento: aquele que é mais proativo neste aspecto deve segurar um pouco sua vontade de sempre fazer acontecer. O que tende a esperar deve se dedicar mais a fazer momentos íntimos existirem entre o casal. Não precisa ser necessariamente sexo, mas gestos íntimos, como beijos, carícias, palavras, coisas que só se diz e faz com quem se tem intimidade. Isto faz com que o casal se conecte intimamente e vá mais facilmente para o sexo. Existindo mais desta postura íntima, não importa quem vai dar o “pontapé inicial”.


Psicóloga e terapeuta sexual

 






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