Do amor ao sexo Edição 110 - janeiro e fevereiro de 2017

Sincronia SEXUAL

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


A ideia de que o sexo deva acontecer no mesmo ritmo para os parceiros sexuais é bastante comum, mas é uma das coisas mais difíceis de acontecer na vida sexual.

Isto porque o ritmo de excitação entre homem e mulher é completamente diferente: as mulheres demoram até quatro vezes mais para se excitarem do que os homens, segundo dados da pesquisa Mosaico2.0, coordenada pela psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo (USP).

Enquanto a mulher demora para se voltar completa e fisicamente para o ato sexual ela continua pensando, e geralmente de maneira crítica. Já o homem, como tem a excitação mais pronta, focada no genital, logo diminui o pensamento crítico, passando para a sensação do prazer e da excitação.

A mulher distribui muito mais no corpo todo os pontos de excitação. Já o homem, mais comumente concentra seus pontos de excitação nos genitais e em torno deles.

A mulher precisa estar envolvida emocionalmente muito mais do que o homem para se entregar ao ato sexual.


O homem tem seu genital externo e a mulher tem seu genital muito menos exposto.

São muitos os fatores que diferenciam o tempo da resposta sexual entre homens e mulheres e todos eles levam a dificultar a chegarem ao orgasmo juntos. E este orgasmo simultâneo não tem nenhuma necessidade de acontecer, como a maioria das pessoas são levadas a acreditar ser o normal de uma relação completa e prazerosa.

Não se pode esquecer que o orgasmo é uma sensação totalmente individual, não tem como ser compartilhada aquela sensação, não tem como dar para o outro um pouquinho da sensação do orgasmo ou dividir a sensação com o/a parceiro/a. O orgasmo é uma sensação essencialmente pessoal.

Observar o/a parceiro/a tendo orgasmo é para muitos bastante excitante, mas isto apenas é mais um recurso para aumentar a sensação de prazer e excitação.


O momento de cada um ter o seu orgasmo é extremamente pessoal, ou seja, pode até ser que os orgasmos aconteçam simultaneamente, mas não é obrigatório. O que é importante é que os dois tenham prazer e, de preferência, que os dois tenham orgasmo, mas cada um no seu tempo e do seu modo.

A outra ideia comum é de que o orgasmo deva acontecer durante a penetração. Isto não é absolutamente necessário. Ele pode acontecer de várias maneiras, como com estimulação de clitóris, com a masturbação, com o sexo oral, com algum acessório erótico, ou também com a penetração.

Enfim, não importa o que vai desencadear o orgasmo nem a forma de tê-lo, o que importa é que o prazer se acumule e aconteça de uma forma que se consiga chegar no ápice. E o ápice, cada um tem o seu, o compartilhamento é para chegar até lá.


Psicóloga e terapeuta sexual






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