Do amor ao sexo Edição 109 - dezembro de 2016

Preguiça DE TRANSAR

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


O que fazer quando o desejo de se afundar nos lençóis é terrivelmente maior que o de partir para uma sessão de sexo?


Muitas vezes, depois de um dia cheio, de uma rotina maçante, a única vontade que se faz presente é de uma cama macia e um sono reparador. Mas aí entra o companheiro cheio de “más intenções” e começa e encher de beijinhos no ombro, na nuca... E você torce para ele acreditar que você está dormindo...


Mas por que será que é tão difícil abrir mão dessa preguiça para ter um encontro íntimo com a pessoa que você gosta já que sempre foi tão bom? O que será que mudou, se antes era tão fácil partir para o sexo? E geralmente esta falta de vontade não tem nada a ver com o sentimento de afeto pelo parceiro.


Para os homens, geralmente é bem complicado compreender esta falta de desejo,
já que pra eles isso é muito mais raro. Para o homem, o cansaço parece estar em outro “compartimento” diferente do sexo, como se o cansaço fosse uma coisa e o sexo outra. Justamente por isto que fica difícil compreender por que as mulheres têm tanta dificuldade de querer fazer sexo quando estão com sono e cansadas.


Para as mulheres, ir para o sexo é algo muito mais complexo que ter uma ereção a partir de um estímulo visual, por exemplo.
Para elas é necessário muito mais envolvimento psíquico-emocional, que se disponham para o ato sexual, além das mudanças hormonais do ciclo menstrual, que também podem interferir no desejo.


Na rotina do dia a dia de um relacionamento estável, o desejo frequentemente baixa e o envolvimento para o sexo passa geralmente a ser construído pouco antes de irem para o ato sexual. E aí que “dorme o perigo”, porque se não houver uma construção interna e de envolvimento, o desejo provavelmente não ocorrerá pelo sexo e a tentação de ficar no prazer do descanso físico será grande.


Essa falta de desejo pode ocorrer em diversas fases da vida da mulher, como, por exemplo: nascimento dos filhos, perda dos pais ou lutos em geral, menopausa, crises conjugais, priorizar carreira profissional ao invés do casal, etc... Muitos destes momentos estão ligados às alterações hormonais pelas quais as mulheres passam, podendo levar à baixa do desejo, mas não sendo obrigatório.


A baixa de romantismo e envolvimento emocional entre o casal pode levar ao aumento de dificuldade de entrar para o sexo.


Estímulos durante o dia podem ajudar: pensar em coisas eróticas, falar de sexo, ver imagens que lembrem agradavelmente o sexo e mandar mensagens de telefone picantes ou provocativas para o parceiro (e receber também) podem ser uma boa estratégia para fazer com que a motivação para o sexo esteja mais facilmente presente. É como se tudo isso fosse as preliminares, gerando um envolvimento no imaginário feminino para o sexo acontecer mais facilmente.


Ter bom humor também pode fazer com que o fato de ir para cama com o parceiro seja mais fácil e agradável.
Quem vive “resmungando” e reclamando passa a ver tudo difícil e se dispõe muito pouco para o prazer da vida, logo, isso deve também incluir o sexo.


Manter uma rotina íntima entre o casal pode facilitar os encontros sexuais. O casal pode até não ter sexo completo, mas mantendo a rotina de, por exemplo, deitar junto, ficar sem TV ligada no quarto, se beijar e se conectar com pequenos gestos pode criar mais intimidade e daí para o sexo pode ficar muito mais fácil.

Psicóloga e terapeuta sexual
 






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