Do amor ao sexo Edição 95 - setembro de 2015

VAI UM AFRODISÍACO AÍ?

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


Encontrar uma “fórmula mágica” que desperte e sustente o desejo sexual é uma aspiração muito antiga da humanidade. Ainda hoje se observa esta busca, basta olhar os apelos dos cremes, revistas e comidas prometendo a “receita infalível” para enlouquecer seu(sua) parceiro(a) – os conhecidos e tentadores afrodisíacos.
Mas será que funcionam?

Segundo a professora de nutrição da Universidade de Nova Iorque, Meryl S. Rosofsky, “o poder dos afrodisíacos se baseia mais em folclore do que em ciências”. E ela não é a única a pensar desta maneira, muitos outros especialistas em sexualidade também concordam com esta afirmação.

Alguns, por se assemelharem ao aspecto dos genitais, como a ostra ou o pepino e a banana, podem despertar fantasias eróticas. Outros, por causarem reações físicas parecidas com as da excitação, como a pimenta, que pode acelerar a pulsação e causar suor (reações que também estão presentes quando a pessoa está excitada), podem, por isso, ser relacionados ao sexo, mas não que eles por si só sejam responsáveis pelo aumento do desejo.

Também, muitas vezes as pessoas podem estar envolvidas emocionalmente com aquele alimento, por exemplo, colocando todo um erotismo e uma expectativa nele, e trazendo com esta autossugestão a excitação para aquele momento. Um exemplo típico são os morangos com champanhe, que são alimentos que automaticamente remetem, no imaginário, ao apelo erótico.

Não pelo fator químico que possa existir nestes e sim pelo fator imaginário, pois não há nada nesta fruta ou bebida que desencadeie no corpo um gatilho sexual.
Existe em torno destes afrodisíacos muito mais uma autossugestão do que componentes químicos que interfiram na atividade sexual.

Também estão presentes as crenças populares, que são fortes em grande parte da população, principalmente nas mais místicas. As crenças são muitas vezes passadas de gerações em gerações por muitos anos e consideradas verdades absolutas sem haver algum comprovante científico nelas ou alguma comprovação mais exata.

O mais interessante, ao meu ver, no que se refere aos afrodisíacos é que eles vão criar na pessoa ou no casal um clima de expectativa, de novidade, de autossugestão e de autoconfiança que fará com que aquela questão que antes estava sendo fonte de medo e insegurança se transforme, trazendo alívio, segurança e baixa de ansiedade, permitindo, assim, que o desejo e a excitação se manifestem.
 

 

 

“Existe em torno destes afrodisíacos muito mais uma autossugestão do que componentes químicos que interfiram na
atividade sexual”.




Izabel Eilert
Psicóloga e terapeuta sexual






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