Do amor ao sexo Edição 86 - novembro de 2014

AUTOESTIMA: ferramenta preciosa

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


Autoestima significa conhecer as deficiências e os defeitos próprios e mesmo assim se amar. Mas isto, infelizmente, parece bem difícil. Como é comum vermos as magras querendo ser gordas, as gordas querendo ser magras. Numa busca de um corpo perfeito e do que é bonito para o padrão dos “outros”. Mas estes “outros” não existem – o que existe de real é o ambiente social e cultural criado por eles, os chamados formadores de opinião, que a serviço dos grandes interesses econômicos praticamente ditam para a sociedade qual o corpo mais belo, o que é atraente, o vestir mais provocante.

 

Neste mundo complexo, interdependente, cada pessoa precisa construir - na medida da sua liberdade, formação e determinação - a sua autoestima, seu amor próprio, que irá lhe dizer o que a fará feliz, o que a deixa bem, do que gosta simplesmente porque a satisfaz. Tudo começa na infância: quando se é criança a autoestima começa a se formar a partir de como os outros nos veem, principalmente os pais, que, dependendo das suas reações, podem fortalecer ou destruir a autoconfiança deste ser em formação. Isto se refletirá na adolescência e na fase adulta da vida no que tange aos relacionamentos, ao trabalho, ao sexo e até à imagem corporal. Por isso é importante os pais prestarem atenção aos seus filhos, incentivando suas iniciativas e aplaudindo suas pequenas conquistas e descobertas.

A autoestima pode ser reconstruída mesmo depois de ela ter sido danificada. Mas para que isto ocorra deverá haver um trabalho pessoal persistente, com consciência do que precisa ser modificado. Pense no que te faz feliz vivendo como você é. Preste mais atenção no que é importante para você.  Seja capaz de se deixar feliz com pequenos gestos, como se olhar no espelho e enxergar algo bonito, dançar sentindo-se solta e feliz com o ritmo, ouvir música e cantar junto, fazer leituras prazerosas, descansar... 

Quem está feliz consigo mesma passa isto para os outros, contagia, e é incrível como é fácil se relacionar com pessoas que estão de bem com a vida (porque estão de bem consigo mesmas). Na parte íntima também vale a mesma dica. Uma mulher confiante em si encanta!

 

 

 

Izabel Eilert
Psicóloga e terapeuta sexual

 






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