Do amor ao sexo Edição 82 - julho de 2014

É hora de CASAR?

» Izabel Eilert (izabeleilert@terra.com.br)


Vejo muitas pessoas se perguntando se o namoro longo é sinônimo de “enrolação”, que o casal não está levando a relação a sério ou não pretende ir adiante. Mas será que demorar a casar é ruim?

Geralmente, o início dos relacionamentos vem envolto do sentimento da paixão, que é avassaladora e repleta de dopamina e testosterona, uma química cerebral que faz com que os parceiros fiquem com a capacidade da crítica e objetividade sensivelmente diminuídas. Veem, literalmente, com os “olhos do amor”, e nestes casos “o amor é cego”! O que move as decisões costuma ser o desejo, e não a razão. Por isso, os casais que decidem se casar neste momento do relacionamento estão mais propensos a se deparar com os defeitos do outro quando a paixão baixar.

Já os casais que adiam a decisão de casar e, ainda assim, querem se comprometer com a mesma pessoa, estão fazendo a escolha sabendo dos defeitos do outro. Seguindo o pensamento do sexólogo Ângelo Monese, “mesmo tu não sendo tudo aquilo que eu havia sonhado, eu continuo te querendo”.

Independentemente disso, não há mais um tempo determinado para o namoro, o noivado e o casamento. O que deve existir é a clareza do casal em perceber o cônjuge com os seus defeitos e qualidades, e não só com suas qualidades, como costuma acontecer quando se está apaixonado, achando que o outro é perfeito. Isto não existe. O que existe são pessoas com defeitos, neuroses, sonhos, desejos e traumas. Enfim, pessoas que querem amar e serem amadas pelo o que são.

Mas não pense que casar é o suficiente para uma relação durar. Casar é o início de uma trajetória de dedicação e amorosidade de um pelo outro, que inclui respeito, tolerância, paciência, frustração, sexo e, como pano de fundo, o amor. Também não acredite que o tempo ou o casamento mudarão aquilo que não gosta no outro. Muitas mudanças surgirão, mas não necessariamente as que você espera. Reflita se consegue aceitar o parceiro ou a parceira como é hoje, imaginando que não mudará nunca. Se mesmo assim continuar desejando compartilhar a vida, pode marcar a data.





"Reflita se consegue aceitar o parceiro ou a parceira como é hoje, imaginando que não mudará nunca."

 




Izabel Eilert

Psicóloga e terapeuta sexual
izabeleilert@terra.com.br






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