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Reportagens Edição 130 - novembro de 2018

Parceiros no AMOR E NO TRABALHO


Todo relacionamento tem desafios – o casal divide alegrias, problemas, planos e sonhos. E aqueles que dividem a mesma profissão? Diz a lenda que casar ou namorar com alguém que atua na mesma área de trabalho não costuma dar certo, afinal, “os opostos se atraem”. Contudo, um estudo realizado pela Universidade de Utah, nos EUA, atesta que sim: pode não apenas dar certo, mas os casais que trabalham juntos são duas vezes mais felizes e satisfeitos profissionalmente do que aqueles que não convivem no ambiente profissional. Prova disso são os casais de cachoeirenses que, em entrevista, relatam suas histórias e a experiência de trabalharem e morarem juntos.

 

 

 

DO ESTÁGIO PARA A VIDA

Ele é médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e ela, formada pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA). Bruno Netto, 34, e Catia de Souza Saleh Netto, 38, se conheceram em um estágio no Hospital Centenário, em São Leopoldo, em 2005. Mas o destino quis que dessa amizade surgisse um relacionamento amoroso durante a residência médica de otorrinolaringologia no Hospital de Clínicas, em meados de 2009. No ano seguinte, então, formalizaram o casamento.
“É uma alegria dividir o espaço de trabalho com quem amamos. A nossa profissão é o pano de fundo do nosso relacionamento. Nos conhecemos por meio dela e aprendemos a criar um ambiente profissional saudável, de cumplicidade e respeito”, dizem.



UNIDOS POR UMA CAUSA


Um projeto social na graduação uniu o casal Silvany Meller, 27, e Fernando Simioni, 30, ambos cirurgiões-dentistas. Repassando orientações de promoção de saúde para crianças em creches do município, Silvany e Fernando iniciaram uma amizade, e daí perceberam muitas semelhanças em comum além da profissão. Silvany é doutora em radiologia e Fernando, especialista em ortodontia. Hoje eles dividem o mesmo local de trabalho, em clínicas localizadas nos municípios de Agudo e Caçapava, e juntos seguem diariamente esse percurso.
“Compartilhamos casos e tratamentos e desta maneira crescemos juntos como profissionais e, principalmente, como casal, superando as dificuldades do dia a dia e comemorando juntos as conquistas alcançadas”, falam eles.



VIDA SAUDÁVEL


A convivência no ambiente de trabalho, uma academia de ginástica, fez com que Juliana Bitencourt, 31, e Marcos Pozzebon, 33, profissionais de educação física, engatassem o relacionamento. Ela no início da graduação, atuando como estagiária, e ele profissional já formado. “Sempre conversamos e vimos que tínhamos ideias parecidas com relação ao trabalho e à vida e isso foi nos aproximando até, enfim, começarmos a namorar”.
Desde 2015 o casal gerencia e dá aulas em conjunto no CT, centro de treinamento físico funcional em Cachoeira. “É muito bom e gratificante trabalhar com quem tem pensamento semelhante ao teu. É muito importante ter alguém que te apoie, que tenha a mesma vontade de crescer. Nos completamos!”, dizem.



POR UMA VIDA MELHOR

Na década de 90, Robson Petrucci, 50, e Mirian Bernardi Petrucci, 52, conheceram-se durante o curso de Fisioterapia na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Logo eles começaram um namoro e no ano seguinte ficaram noivos. Em 1992, Robson concluiu a graduação. Um ano após selaram o matrimônio e em 1994 foi a vez de Mirian receber o diploma. Há 26 anos o casal comanda a clínica Petrucci Wellness Fisioterapia e Pilates na cidade.
Mirian é também profissional de educação física e docente na Ulbra/Cachoeira e realiza os atendimentos na área de neurologia pediátrica e pilates. Robson atua nas áreas de traumatologia, ortopedia e desportiva. “Nossa vida gira muito em torno de nossa profissão, pois estamos sempre conversando e trocando experiências e conhecimentos”, contam.



UNIDOS POR SORRISOS


Os cirurgiões-dentistas Mariele Menti Wiebbelling (especialista em ortodontia), 34, e Bernardo Cecconello (especialista em ortodontia e em implantodontia), 35, se conheceram no início do curso de Odontologia na Ulbra/Cachoeira. Na época eles acabaram se distanciando: Bernardo foi fazer intercâmbio em Portugal e Mariele se formou antes. Entretanto, após dois anos formados começaram a namorar, em 2008. “E deu muito certo”, dizem eles, que atuam juntos em consultórios lado a lado. Fruto dessa união é a filha Júlia, com 2 anos. “O que faz quebrar a rotina e ter uma relação diária saudável é fazer o que amamos com bom humor e carinho, que torna tudo mais leve”, afirmam.



DOS TEMPOS DE ESCOLA

Além de terem nascido no mesmo ano, trilharam juntos o caminho colegial e universitário. Gabriele Freitag Rohde Almeida e Tiberio Torres Almeida, ambos com 40 anos de idade, se conheceram na época da escola – ela, aluna do Colégio Barão do Rio Branco, e ele, do Colégio Marista Roque. “Entramos juntos na faculdade e nos formamos juntos”, contam eles, advogados egressos da primeira turma de formandos da Ulbra/Cachoeira, em 2001.
Após a formatura Tiberio foi trabalhar em Porto Alegre, atuando hoje também em Cachoeira, onde divide o escritório ao lado de Gabriele. “Apesar de trabalharmos juntos, nos respeitamos, cada um tem seu espaço. E por isso, felizmente, tudo funciona bem, com harmonia”, fala o casal.
FOTO: BERNARDO SILVEIRA



DESTINOS ENTRELAÇADOS


Vizinhos de apartamento em Bagé (RS), Carmen Lúcia Rodrigues Macedo, 45, e Rubem Beraldo dos Santos, 52, tornaram-se amigos à época em que ele já era cirurgião-dentista, e ela, funcionária de um posto de gasolina. Em 2002 Rubem foi contratado como docente do curso de Odontologia pela Ulbra/Cachoeira e Carmen passou a cursar a graduação, completando-a em 2009, concluindo os cursos de especialização (IGPGO) e mestrado em prótese dentária (Ufpel). Hoje dividem o mesmo espaço de trabalho tanto na universidade quanto no consultório: juntos abriram um consultório particular (ele faz estomatologia clínica, e ela, clínica e prótese dentária) e lecionam na mesma instituição. “Para dar certo uma relação tão próxima, pessoal e profissional, é necessário muito amor, carinho, respeito mútuo e parceria”, afirmam os pais de Gabriela (22) e Marina (18).



PAIXÃO PELA FOTOGRAFIA

A ida a um jogo de futsal escolar uniu o casal Marisa Teresinha Rossetto da Silva, 53, e José Eduardo Ramos da Silva, 59. Eles namoraram por dois anos e casaram-se em 1986, completando 32 anos de casados. Marisa é filha de uma família de fotógrafos e atua na área desde os 18 anos. Já José Eduardo iniciou a sua carreira como funcionário do Banco do Brasil, indo morar depois na cidade de Seberi (RS), onde conheceu Marisa. Na época, ela cursava Letras e trabalhava no estúdio de fotografia dos pais.
Em Cachoeira, Marisa chegou a abrir também um estúdio de fotos infantis. Logo José Eduardo também despertou o gosto pelas câmeras. O casal é proprietário do estúdio JE Mídia Visual, com mais de 20 anos em funcionamento. “Gostamos de trabalhar juntos, aliás, fazemos quase tudo juntos há mais de 30 anos”, dizem os pais de Alana (31), Artur (28) e André (24).



TROTE DO AMOR

No ano de 2002, o trote universitário estabeleceu uma relação de amizade entre Lucas Palma Santos, 38, e Sarita Quatrin Buzzeto Santos, 36. Ambos cursavam Medicina em Santa Maria e foram se aproximando durante a graduação, até oficializarem o namoro em 2006. Sete meses após decidiriam morar juntos e pouco tempo depois subiram ao altar. Em 2008 concluíram a graduação e este ano completam 10 anos de carreira.
Lucas é médico pediatra e Sarita, médica oncologista clínica, e dividem o mesmo consultório. “Temos muito orgulho um do outro enquanto médicos. Ao longo desse período, um sempre apoiou e estimulou o outro a seguir crescendo no ofício que tanto amamos. O ambiente e a relação de trabalho são tranquilos e de muito cumplicidade, sempre com o objetivo maior de atender com qualidade, respeito e acolhimento aos que buscam nossos cuidados”, afirmam os pais de Bruno, 3.
FOTO: CAMILA CARRAZONI




 

PALAVRA DE ESPECIALISTA

Para andar junto na profissão e no amor deve haver muito diálogo para um dar suporte ao outro. É o que diz a psicóloga Rose Mary Trombini Caldas, 59, com 34 anos de profissão. “As diferenças existentes devem servir de incentivo para o outro também crescer profissionalmente. A maturidade é importante no caso de destaque profissional de um deles”, ressalta.




3 DICAS PARA OS CASAIS

1 Evite falar sobre o trabalho quando estiverem em casa. A regra deve ser aplicada também nos momentos de lazer

2 Estabeleça limites para que os problemas de casa sejam tratados em casa. Conflitos entre o casal não poderão interferir na postura profissional no ambiente de trabalho

3 A rotina e passar muito tempo junto podem desgastar a relação. A falta de novidade pode provocar desestímulo. Por isso é interessante que cada um tenha hobbies e atividades diferentes e mantenha suas amizades para preservar sua individualidade e deixar a dinâmica do casal mais estimulante
 






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