Reportagens Edição 117 - setembro de 2017

Modele seu CORPO


Abdominoplastia elimina excesso de pele e gordura no abdome

Ter um abdome plano e definido é o que muitos esperam alcançar através do exercício físico e controle de peso. No entanto, tudo isso pode não ser suficiente para atingir os objetivos desejados. Mesmo pessoas com o peso corporal normal e proporções adequadas podem desenvolver um abdome com frouxidão, flacidez e caído. Entre as principais causas estão a gestação, envelhecimento, oscilações no peso (como após cirurgia bariátrica), hereditariedade e cirurgia abdominal prévia. Estrias, gordura localizada e excesso de pele abaixo do umbigo são comuns nesses casos, por este motivo muitas pessoas recorrem à cirurgia do abdome, a abdominoplastia. Mas antes de realizar este procedimento é preciso entender melhor do assunto. O cirurgião plástico RICARDO CALVETT, 32, que há quatro anos iniciou sua formação na especialidade, esclarece as principais dúvidas e mostra o que é mito e o que é verdade sobre a abdominoplastia.

 

 

“A cirurgia do abdome é uma ótima opção para pacientes que apresentam excesso de pele e gordura no abdome inferior após uma ou mais gestações”, assegura o cirurgião plástico Ricardo Calvett

 



Abdominoplastia: o que é, como é feita, para quem é indicada?

A dermolipectomia abdominal, ou abdominoplastia, tem como objetivo remover o excesso de pele e gordura dessa região e, quase sempre, restaurar os músculos abdominais enfraquecidos ou separados. Segundo Calvett, esse tipo de procedimento requer uma incisão horizontal orientada na área entre a linha do púbis e do umbigo. “A forma e o comprimento dessa incisão vai depender do grau de correção necessário, sendo assim, pode variar de acordo com as características anatômicas de cada paciente”, explica.

Conforme o cirurgião plástico, a abdominoplastia, assim como a lipoaspiração, não substitui a perda de peso com alimentação adequada e/ou exercícios físicos, bem como não corrige estrias localizadas fora da área de ressecção de pele. Assim, pacientes muito obesos não são candidatos a essa cirurgia, sendo orientados a emagrecer o suficiente para permitir um processo cirúrgico anestésico seguro, além de garantir um resultado estético adequado.

Calvett também esclarece que pacientes com múltiplas morbidades, como diabetes e hipertensão descontroladas, são orientados a adiarem a cirurgia até passar por uma avaliação e receber liberação do seu médico. “São precauções necessárias para reduzir os riscos inerentes a qualquer cirurgia”, frisa.

A cirurgia do abdome pode ser realizada mais de uma vez em casos selecionados (quando há grandes oscilações de peso ou quando há alguma gestação não planejada), “tendo sempre em mente que uma cirurgia secundária sempre agrega maior risco de complicações, assim como pode comprometer o resultado estético”, enfatiza ele.



 

 

Como qualquer tipo de cirurgia, a abdominoplastia não é isenta de riscos. Complicações como hematoma, infecção e cicatriz desfavorável (cicatriz hipertrófica, queloide), entre outras, são possíveis de acontecer. “Todavia, evidentemente, todos os cuidados e preparativos são feitos para evitar cada uma delas, o que torna o procedimento relativamente seguro para um paciente saudável, e a presença dessas complicações são raras”, salienta Calvett.





Como fica o umbigo após a cirurgia plástica? Pode ocorrer cicatriz?

A cicatriz umbilical representa um marco anatômico muito importante para a harmonia do contorno corporal e é uma preocupação comum em pacientes submetidos à abdominoplastia. Nesse caso, Calvett esclarece que é realizada uma incisão ao redor do umbigo e o mesmo é reposicionado de uma maneira que fique o mais natural possível, num tamanho e altura adequados. Com relação às cicatrizes, o cirurgião garante que “todos os esforços são tomados para mantê-las na posição mais discreta possível, normalmente invisíveis quando se utiliza roupas de banho”.

Segundo ele, o processo de cicatrização completo dura em torno de um a dois anos, sendo que o edema (inchaço) e as cicatrizes passam por transformações no decorrer dos meses. “Alguma ideia do resultado final só pode ser esperada após seis meses. Sempre lembrando, claro, que cada indivíduo responde de maneira singular a qualquer cirurgia”, afirma.

“O contato permanente com o seu cirurgião é de suma importância para o adequado esclarecimento quanto às mudanças que seu corpo pode sofrer no decorrer do tempo. Isso deixa o paciente mais seguro quanto aos passos que deve seguir e cria uma estreita relação médico-paciente, imprescindível para qualquer tratamento médico”. RICARDO CALVETT



PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO


Com relação ao tipo de anestesia, Calvett explica que geralmente é realizada uma raquianestesia ou anestesia peridural (semelhante à realizada em cesarianas). “Contudo, em alguns casos pode ser realizada anestesia geral (o que acontece quando o paciente é entubado), por exemplo, quando é necessária lipoaspiração de grandes áreas do abdome ou das costas ou quando o anestesista definir que é o melhor caminho a ser seguido”, frisa.

De acordo com o profissional, a abdominoplastia tem duração de cerca de três horas, podendo demorar mais ou menos dependendo de cada caso (peso, quantidade de pele a ser retirada, lipoaspiração, etc.). Após a cirurgia o paciente recebe alta hospitalar em 24 horas, podendo receber alta no mesmo dia em casos específicos.


CUIDADOS NA RECUPERAÇÃO


A recuperação completa ocorre após cerca de três a seis meses e as orientações médicas devem ser seguidas à risca, assim como visitas periódicas ao consultório para que o cirurgião possa acompanhar a evolução de perto e fornecer informações importantes. Assim, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente nos primeiros 15 dias, tais como:
. Cuidados com as cicatrizes. Troca de curativos, higiene, banho e alimentação adequada são importantes e ajudam a evitar complicações e melhorar o resultado estético
. Evitar exposição solar
. Esforços físicos
. Uso de malha modeladora e meias antitrombo
. Fitas e moldes de silicone para o umbigo
. Hidratantes corporais
. Analgésicos, antibióticos e mediações para prevenir trombose venosa

Fonte: Ricardo Calvett


 

 

 

 

O RESULTADO

Segundo Calvett, o resultado da cirurgia plástica do abdome não pode ser medido com relação ao percentual de peso perdido. “Até porque não serve como método de emagrecimento. Sendo assim, a quantidade de pele e de gordura retirada na abdominoplastia pode variar de acordo com o biotipo do paciente”, esclarece. Os resultados obtidos são bastante duradouros, dependendo dos cuidados e do empenho de cada paciente. “Variações no peso e o avançar da idade são fatores que podem influenciar na durabilidade. Então, quanto mais o paciente se cuida e mais segue as orientações do cirurgião plástico, maior é a longevidade dos resultados”, atesta.

 

 

RAIO X

O cirurgião plástico cachoeirense Ricardo Calvett inaugurou o seu consultório particular no Centro Clínico do HCB em maio último. Em Cachoeira do Sul, ele também é membro do corpo clínico do Hospital de Caridade e Beneficência (HCB) como cirurgião plástico. Calvett morou na cidade até 2001 e posteriormente foi embora para investir em sua formação profissional, formando-se em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em 2008.

Especialista em cirurgia plástica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Calvett fez residência médica em cirurgia geral (2011-2012) e cirurgia plástica (2014-2016) no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Realizou estágios de aprimoramento durante sua formação em cirurgia plástica, assim como pesquisas e participação em vários congressos e eventos científicos de atualização.

 






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