Reportagens Edição 116 - agosto de 2017

9 mitos e verdades SOBRE AS UNHAS


Se não forem bem cuidadas, unhas podem danificar a pele e o cabelo

São tantas as coisas que devemos nos preocupar para manter a saúde em dia. Mas e as suas unhas, como estão? Elas também exigem alguns cuidados, mas acabam sofrendo, já que na maioria das vezes são pouco lembradas. E as unhas têm um papel importante a desempenhar: proteger as extremidades dos dedos de traumas e choques. No inverno usam-se meias e calçados mais fechados, criando um ambiente úmido e quente, propício para a proliferação de fungos. O resultado disso é o aparecimento de chulé, frieiras, micoses, etc. A médica dermatologista Paula Zanchet Rizzatti, 32, sendo oito anos de atuação, esclarece as principais dúvidas sobre a saúde das unhas e ensina como deixá-las sempre bonitas e saudáveis.

 

 

 

 

 

“Ao notar qualquer distúrbio na unha, o ideal é procurar um médico dermatologista. Esse profissional saberá identificar, solicitar exames se necessário, tratar e orientar adequadamente cada caso”, recomenda Paula Rizzatti

 

 

 

 

 

 

1  QUAIS SÃO OS PROBLEMAS MAIS COMUNS NAS UNHAS?

Os fungos (onicomicoses), seguidos de “unhas fracas”, que parecem que estão descascando (onicosquizia), e distrofia ungueal (alterações na lâmina ungueal, geralmente decorrente de uma paroníquia, que é um processo inflamatório na pele ao redor da unha, popularmente conhecido como “unheiro”). A micose de unha é uma infecção causada por fungos, mais comum nos hálux (dedões), que se alimentam da queratina, proteína que forma a maior parte das unhas. Inicialmente ela adquire um tom amarelado no canto superior e com o tempo vai ficando “grossa” e quebradiça e descola do leito ungueal. Manchas esbranquiçadas ou acastanhadas podem surgir, às vezes indicando infecção também por bactérias. As unhas dos pés são as mais afetadas por enfrentarem ambientes úmidos, escuros e quentes com maior frequência do que as das mãos. Esse ambiente é considerado ideal para o crescimento dos fungos, que podem atacar outras unhas, além da pele e, ocasionalmente, os cabelos.


2  COMO É FEITO O TRATAMENTO NESTES CASOS?

Dependendo da severidade do caso, do número de unhas acometidas e da profundidade da lesão, opta-se pelo tratamento tópico (soluções ou esmaltes), via oral ou combinado. Como o crescimento da unha é lento, o tratamento costuma ser demorado e recidivas são frequentes. Tratamentos caseiros, como vinagre branco, óleo de melaleuca e cravo, dentre outros, têm índice de cura inferior aos medicamentos convencionais e podem ser usados em associação com eles.


3  QUE CUIDADOS DIÁRIOS DEVEMOS TER COM AS UNHAS?

Manter pés e unhas sempre limpos e secos. Usar talco para pés diariamente. Manter as unhas curtas. Trocar de meias sempre que estas estiverem úmidas, dando preferência às meias de algodão. Usar os calçados alternadamente. Certificar-se de que os utensílios utilizados pela pedicure foram esterilizados. Não remover a cutícula. Aplicar um fungicida (Lysoform) nos calçados, tapetes e chão do boxe de 15 em 15 dias. Não deixar o mesmo esmalte na unha mais do que sete dias e sempre removê-lo com removedor de esmalte (jamais acetona).


4  DEVEMOS CORTÁ-LAS ATÉ QUE PROFUNDIDADE?

O ideal é não deixar a unha muito comprida para não quebrá-la facilmente, mas nem muito curta, pois a pele tende a ocupar o espaço onde ela estava. As unhas dos pés devem ter formato quadrado e as das mãos formato levemente arredondado para evitar que encravem. Devemos cortar as unhas das mãos em média uma a duas vezes por semana e quinzenalmente as dos pés. Mantendo as unhas curtas, não é necessária limpeza específica.


5  POR QUE NÃO DEVEMOS ROÊ-LAS?

Precisamos entender que a unha, a cutícula e a pele são nossa proteção contra agentes externos como vírus e bactérias. Além de ser anti-higiênica (frequentemente existem bactérias embaixo das unhas), a onicofagia (hábito de roer as unhas) promove um trauma ao redor das unhas que permite a quebra dessa proteção, podendo causar um processo inflamatório ao redor delas, as chamadas paroníquias.


6  TIRAR AS CUTÍCULAS FAZ MAL ÀS UNHAS?

Sim! A cutícula é uma pele que tem a função específica de proteger a unha em toda sua base. Ela impede a entrada de bactérias e fungos e preserva o formato e a qualidade da unha. O ideal seria apenas empurrá-la, e não removê-la. Caso a cutícula esteja muito ressecada, pode-se remover apenas o excesso de pele, jamais toda ela.


7  AS UNHAS FICAM MAIS FRACAS SE APENAS LIXÁ-LAS?


Não, o importante é mantê-las curtas. No entanto, o hábito de lixar apenas a parte de cima das unhas pode ser prejudicial, pois retira camadas de queratina e deixa-as mais frágeis e finas.


8  USAR ESMALTES ESCUROS FORTALECE AS UNHAS?

Não. As unhas precisam manter-se hidratadas, e o uso frequente de esmaltes pode, inclusive, agravar o ressecamento. Para quem pinta as unhas frequentemente, o ideal é usar uma base fortalecedora e deixá-las “descansarem”, sem esmalte, uma semana no mês, no mínimo.


9  POR QUE INSTRUMENTOS DE CORTE (TESOURAS, ALICATES, ETC.) DEVEM SER ESTERILIZADOS E NÃO PODEM SER COMPARTILHADOS?

Durante o manuseio da cutícula com esses materiais pode haver microtraumas na pele e contato com sangue, visível ou não. Se eles não forem esterilizados pode haver transmissão de bactérias e vírus, inclusive hepatite. A Vigilância Sanitária determina que todo salão de beleza deve conter autoclave para a esterilização desses materiais, mas eu recomendo sempre ao paciente que leve o seu próprio material. Lembrando que as lixas devem ser descartáveis.

 

A dermatologista ressalta que a onicomicose (infecção nas unhas causada por fungos) é o problema mais frequente nas unhas, mas existem outras doenças do aparelho ungueal que podem se confundir com onicomicose, como psoríase, líquen plano e distúrbios nutricionais, dentre outros. Na dúvida, consulte o seu médico.

 






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