Reportagens Edição 102 - maio de 2016

"Maluquices" de grávidas


Durante a gestação, muitas mulheres têm desejos bizarros e comem coisas que nunca pensaram em comer antes


Os “desejos de grávidas” existem e podem deixar qualquer um que estiver em volta de cabelo em pé. Alguns são simples, mas outros exigem muita dedicação e sorte para serem realizados. Eles não têm hora para acontecer, e não se surpreenda se acontecer no meio da madrugada. Enquanto o desejo não é realizado a gestante fica aflita e ainda podemos escutar dela que se o pedido não for atendido o bebê vai nascer com cara de bergamota (caso o desejo seja comer esta fruta, por exemplo). Uma gestante que nunca gostou de determinado alimento pode passar a gostar durante a gravidez. “Isso realmente acontece, talvez seja de causa hormonal, já que o organismo sofre uma revolução durante a gestação”. É o que diz a pediatra Marilice Ribeiro Salomão, 56, sendo 33 anos de profissão.

Reza a lenda que estes desejos têm a ver com as necessidades do bebê que está em formação, mas a médica não acredita que seja assim. Acontece, em muitos casos, de a mãe ter um desejo forte por determinado alimento durante a gravidez e depois que o bebê nasce ele “continua” gostando da mesma comida.

“Quando fazemos a consulta homeopática e investigamos o paladar da mãe e da criança observamos que desejos durante a gravidez se repetem nos filhos. Não acredito em coincidências”, diz Marilice, que é também especialista em homeopatia.

Ouvimos por aí que quando a mãe tem desejo de comer terra e areia quer dizer que está necessitando de ferro ou estaria com vermes. Para a médica, isso não significa falta de ferro, é simplesmente um desejo por alimentos estranhos. Quanto aos vermes, Marilice é bem clara: “Não significa anemia ou verminose e sim ficará com vermes a pessoa que ingerir, porque a terra e a areia estão repletas de cistos e ovos de vermes que eclodirão no intestino do ser humano”.


Para a médica MARILICE SALOMÃO os desejos das mães não revelam as necessidades alimentares do bebê em gestação

 

 

“Eu acordava de madrugada louca de vontade de comer macarrão ao pesto e corria para a cozinha. Isso aconteceu no começo da gravidez e durou semanas. Depois passou”.

CHAIENE CASAROTTO, 35, oficial de justiça



“Tive desejo uma única vez em toda gravidez. Me deu uma vontade louca de comer pepino com doce de leite. Pobre do meu marido, que teve que ir a muitos lugares até conseguir realizar o meu desejo”.

GIANA SCHMIDT, 38, ortodontista



“Meu desejo mais maluco foi uma vontade enorme de comer sabonete”.

ROCHELE ALVES DE SOUZA, 30, cabeleireira



“Quando estava grávida gostava de pão recheado com linguicinha e chocolate. Também sorvete com azeitona”.

AMANDA PAZ, 42, servidora extrajudicial



“Tive desejo de comer xis coração, coisa que nunca gostei na vida”.

JEANNE MARIE GAVARD, 36, servidora pública federal



“Uma vez me deu uma enorme vontade de comer muitos bombons Sonho de Valsa com um refrigerante geladíssimo. Fui numa bomboniere e tomei 350ml de Coca-Cola com muito gelo e comi precisamente 32 bombons Sonho de Valsa. Outro dia foi a vez de ‘atacar’ um saco de ração para cachorro”.

NÚBIA MENDES DE LIMA, 46, técnica em segurança no trabalho



“Numa madrugada acordei às 3h com muita vontade de comer mondongo (só que eu odeio mondongo, acho nojento). Andamos pela cidade toda atrás de um local que servisse mondongo, sem sucesso. Aí veio o desespero, liguei para vários amigos e familiares para saber se alguém tinha congelado em casa, até que minha tia atendeu ao telefone e me disse que tinha. Após o nascimento da minha filha nunca mais pude nem sentir o cheiro de mondongo”.

LUCIANE MAZUIM, 41, servidora pública - assessora técnica na Secretaria da Saúde de Porto Alegre



“Uma vez tive uma vontade maluca de comer laranja-de-umbigo bem tarde da noite e não tinha em casa. Meu cunhado, sem saber, apareceu lá em casa com um saco cheio destas laranjas. Comi todas igual uma doida e era quase meia-noite já”.

CARINA CARVALHO, 40, autônoma



“Na minha primeira gravidez eu comia muita azeitona e ainda tomava o vinagre junto. E meu filho adora coisas bem avinagradas. Já na segunda, eu que nunca gostei de chocolate comia muito e ainda derretia e misturava bergamota. Coincidência ou não, meu filho caçula é ‘chocólatra’”.

MORGANA TRINDADE PACHECO, 43, médica
 






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