Reportagens Edição 92 - junho de 2015

Só dá ELAS!


Mães que só têm meninas em casa contam como é estar no meio delas

“Teve uma época em que eu queria ter mais um filho e as gurias queriam um irmão. Depois passou. Lá em casa as coisas são bem divididas. Para certos assuntos são mais próximas de mim, para outros do pai. Por sermos três mulheres, nossas maquiagens e roupas são compartilhadas. Já aconteceu de procurar algo no armário e não encontrar. Mas não temos atritos por isso”.
Luiza Amaral Tavares, 49, mãe das estudantes Mariana, 24, e Vitória, 15.




Vitória, Mariana e Luiza





“Ser mãe de meninas é ter uma relação muito intensa, como se fosse um pacto. Somos as três mosqueteiras. Muitas vezes me vejo nelas através das escolhas e dos pensamentos e no jeito de ser. Desvantagem só existe quando nós três nos apaixonamos pela mesma coisa em uma loja. E ter filha mulher é sinônimo de gastar muito. É muito bom poder trocar experiências, pedir opinião sobre looks e gostar dos mesmos programas”.
Janice Menezes, 49, pedagoga e orientadora educacional, mãe da médica Thábatta, 27, e da estudante Thandara, 20.

Janice, Thábatta e Thandara





“Ser mãe de meninas envolve muitos detalhes, como os brincos, pulseiras, colares, anéis, maquiagem, esmaltes, sapatos... Ah, os sapatos! Mas a gente se acostuma, afinal, faz parte do nosso universo. Meus genros são os filhos homens que eu tenho. Meu roupeiro sempre está aberto para elas. Se eu não acho um casaco meu, por exemplo, sei que certamente minhas filhas devem ter pego emprestado e levado para Porto Alegre, onde moram (risadas). Em certas situações compro algo para mim pensando que futuramente elas irão usar”.
Carmen Lúcia Sabin Raddatz, 54, graduada em economia, mãe da enfermeira Laura, 25, da estudante de Farmácia Paula, 24, e da Michele (in memoriam).


Paula e Laura com a mãe Carmen Raddatz





“A grande vantagem de ser mãe de meninas é que elas são grandes companheiras e isso faz com que encaremos a vida com mais otimismo. É sempre uma festa: muito agito, muita conversa e novidades mil. Em uma casa com várias mulheres, quase tudo é comunitário. É um ‘toma ali, dá cá’, ‘se não vai usar me empresta’, e isso é muito bom porque uma ajuda a outra e assim são reforçadas a união e a amizade. Eu até teria tentado um menino, mas como fiz três cesarianas, o médico me recomendou que não tivesse mais filhos”.
Marisa Teresinha Scotta Wilhelm, 57, professora de Espanhol, mãe da advogada Samara, 33, da enfermeira Daniela, 31, e da psicóloga Fernanda, 28.



Marisa Wilhelm com as filhas Samara, Daniela e Fernanda





“Quando as gurias entraram na adolescência nossos mundos se uniram ainda mais. Dividimos até hoje roupas e acessórios. Chego a comprar coisas para mim pensando se irão servir nelas. Aqui em casa sempre tivemos diálogo aberto para todo tipo de assunto: gravidez, baladas, amizades, estudos e namoros. Em função de a vida ter me dado somente meninas, hoje não me imaginaria com filho homem. Ser mãe de meninas nos coloca no mesmo universo. As angústias, dúvidas e transformações biológicas e psicológicas, salvo a individualidade de cada uma, são muito parecidas”.
Elvira Maria Maydana Rodrigues, 53, dentista, mãe de Michelle Sendin, 32, fonoaudióloga, e Analu Maydana, 20, que cursa Zootecnia.

Analú, Michelle, Ruth (mãe da Elvira) e Elvira





“Sempre tive certeza que teria três meninas. Nem minhas filhas nem meu marido me cobraram um menino, sempre fomos felizes assim. Acredito que a preocupação com filhas mulheres seja maior do que com homens, apesar de não poder afirmar por não ter tido filhos. Até hoje eu sei onde elas andam, e caso mudem de roteiro ou resolvem lanchar após uma balada avisam para que eu não me preocupe. Nossos armários sempre foram ‘comunitários’ e às vezes elas levam ‘por engano’ alguma coisa para a casa delas”.
Clarivete Engers, 54, mãe da psicóloga Igreine, 32, da administradora Jardana, 30, e da fisioterapeuta Rochany, 28.

Igreine, Sophia (neta), Rochany, Clarivete e Jardana








Na próxima edição é a vez das mães de meninos contarem como é ser o bendito fruto dentro de casa. Não percam!






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