Reportagens Edição 90 - abril de 2015

São DOIS!


Mamães contam as histórias e a experiência de ter dois filhos ao mesmo tempo

Se a preparação para a chegada de um filho já é intensa, imagina então quando a cegonha anuncia que são dois! Amor em dobro, trabalho em dobro, fraldas em dobro e felicidade que não tem fim. Para todas essas mamães, saber que estavam esperando dois filhos ao invés de um foi uma das surpresas mais “assustadoras” que tiveram e, ao mesmo tempo, a experiência mais incrível que sentiram e puderam viver.


“Nunca imaginei ser mãe de gêmeos, embora sempre tivesse muito medo por ter casos na família. Na primeira ecografia já vimos os dois coraçõezinhos batendo. Minha primeira reação foi chorar. Mas cada mês que se passava a felicidade era maior. A notícia de que era um casal nos deixou ainda mais emocionados. A Julia e o Rafael se completam e é impossível imaginar um sem o outro. Quando eles eram bem pequenos choravam bastante na hora do banho, por isso dávamos banho no primeiro bebê e o vestíamos e depois iniciávamos o outro. Um dia, eu e o meu marido Julio resolvemos dar banho concomitantemente. Na hora de vestir, os dois abriram o berreiro, não paravam mais.
Quanto mais um chorava, mais o outro se desesperava. Éramos eu e ele apavorados, até que paramos com o que estávamos fazendo e começamos a rir muito. Cheguei a filmar a cena. Era rir para não chorar!”.
Carla da Silva Pereira Meira, 30, psicóloga e bancária, mãe de Julia e Rafael Meira, 8 meses.

Crédito: Joice Bernardi



“Assim que soube que estava grávida de gêmeas fiquei assustada, passavam milhões de coisas na cabeça. Como seria a gestação, já que eu estava com 39 anos e era de risco? Mas eu queria muito engravidar, e saber que eram dois bebês foi maravilhoso. No início eu só as identificava pelo brinco, elas eram idênticas, e por quatro meses fiquei assim. Eu escrevia tudo para não me perder, quem tomou tal remédio, fez cocô, mamou, etc. Hoje eu só as confundo se estiverem de costas e eu não prestar muita atenção. No início do ano as professoras sempre precisam de dicas para identificá-las. Combinei de escrever o respectivo nome na etiqueta da camiseta do colégio. Um dia a professora me chamou para conversar. Contou que havia perguntado para uma delas quem ela era. Prontamente a menina respondeu que era a Laura e outra respondeu que também era a Laura. Então a professora disse que iria olhar na etiqueta da camiseta para ver, mas elas disseram que tinham trocado a camiseta e ela não iria saber quem era quem. Elas tinham apenas quatro anos quando aconteceu isto. Eu tive uma conversa séria com elas e me prometeram que não fariam mais”.
Suzane Slomp Gonçalves, 46, advogada e empresária, mãe de Sophia e Laura Gonçalves Rocha, 6.

Crédito: Niágara Opção 3



“Fazia um ano que estava tentando engravidar. Quando fiz o milésimo exame de sangue que deu positivo, foi uma alegria. Quando fui fazer a primeira ecografia, com oito semanas, para confirmar, pensava: ou eu não estou grávida ou são dois, não sei, alguns falam que mãe sente, ou quando queremos muito acontece. Quando a médica disse que eram dois meu marido ficou mudo e sério e se sentou. Depois sorriu e ficamos muito felizes. Por serem gêmeos univitelinos, o risco era maior de ter alguma complicação, precisei ficar internada em Porto Alegre por três meses no hospital e eles na UTI depois do nascimento, o que me fez ter uma ligação ainda mais forte com eles”.    
Graziela Rodrigues Guimarães, 28, auxiliar administrativa, mãe de Lucas e Gabriel Guimarães Pereira, 2.



“O meu obstetra foi escutar o coraçãozinho e ver como tudo estava. Então, ele me olhou e falou que tinha uma surpresa já na primeira consulta. Logo fiquei apreensiva e assustada. Ele disse: ‘Olha aqui no monitor e me diz o que você esta vendo’. Eu fixei meu olhar e disse: ‘Duas bolas’. Aí ele disse que isso significava que eu ia ser mãe de gêmeos. Não sabia o que fazer. Saí do consultório com um sorriso de lado a lado, era como sentir a felicidade por completo dentro de mim. Sabia que não ia ser fácil, assim como não foi. Nasceram de seis meses e com 980 gramas, ficaram 54 dias na UTI.  Mas hoje estão aí saudáveis, são minhas companheiras e amigas de toda a vida”. 
Daiane Rodrigues, 32, supervisora administrativa, mãe de Ana Clara e Maria Luiza Rodrigues, 9.

Crédito:
Niágara Opção 3



“Nós havíamos planejado ter um filho, mas não passava por nossa cabeça que seriam duas. Após ter um sangramento ficamos preocupados e fomos fazer uma ecografia de urgência. Entrei na sala da médica e logo perguntei se havia perdido. Ela calmamente disse: ‘Não perdeu, mas tem outro aqui bem pequenininho que não sei se vai se desenvolver’. Fiquei assustada, mas muito feliz. Fui para sala de espera falar com meu esposo e ele, desesperado, perguntou: ‘E aí, perdemos o bebê?’. Respondi que não perdemos e sim ganhamos mais um! Inicialmente nos assustamos, mas em seguida tivemos a certeza que era uma grande bênção”. 
Daiane Santos, 38, fonoaudióloga, mãe de Marina e Júlia Santos de Souza, 4.



“Como fiz uma fertilização, existia uma grande possibilidade de serem gêmeos, então não foi uma surpresa receber a notícia de que seria mãe de dois filhos. Elas têm uma ligação muito grande, não ficam longe uma da outra e apesar de brigarem, sempre se defendem. Não visto elas iguais, pois acredito que cada uma é de um jeito e tem sua personalidade, por isso respeito a opinião delas”.  
Georgina Teixeira, 35, psicóloga, mãe de Marina e Vitória, 3.

Crédito: Fabiana Tischler



“Saber que fui escolhida para ser mãe de dois bebês ao mesmo tempo é uma dádiva de Deus. Vejo que a ligação dos meus gêmeos é muito forte. Desde que nasceram sempre se sentiram melhor dormindo juntos. Quando acordam, um chama pelo outro. Uma situação que me marcou bastante foi uma vez que o Arthur chorou na pediatra enquanto era examinado e a Júlia, que estava no meu colo ao lado dele, imediatamente deu um tapa na pediatra e gritou com ela para defender o irmão”.  
Paula Simão Schramm, 37, advogada, mãe de Arthur e Júlia Schramm de Araújo, 1.



“Quando descobri que eram gêmeos mal soube como reagir. Meu marido, Ronaldo, não acreditou e chegou a pedir para refazer o exame. Sabíamos que seria um desafio criar filhos gêmeos, mas ficamos contentes com essa grande mudança que o destino nos propôs. Quem convive com eles dificilmente os confunde, mas quem não os vê frequentemente costuma fazer essa confusão. Inclusive, uma professora deles tinha o hábito de desenhar um ponto preto no nariz do Mateus para conseguir diferenciá-los. Percebo uma ligação muito forte entre eles. Meus filhos se conhecem melhor que ninguém, e acho que justamente por isso são muito parceiros pra tudo, principalmente pra defender um ao outro”.   
Marcia Mara Geis Trojahn, 42, professora, mãe de Rodrigo e Mateus Geis Trojahn, 10.



“Todos me perguntam se já confundi as duas, mas isso nunca aconteceu. Até no escuro sei direitinho quem é quem. É lindo ver a amizade e o carinho que uma tem com a outra, mas para a harmonia estar perfeita tenho que vestir elas iguais. Uma vez comprei uma sandália diferente para cada uma e deu briga. Agora já sei que tem que ter sempre dois modelos na loja, senão a compra é inviável”.
Magna da Rosa Mariano, 35, autônoma, mãe de Larissa e Raíssa Mariano dos Santos, 5.
 






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