Reportagens Edição 88 - janeiro/fevereiro de 2015

Mico LÁ FORA!


Pagar mico ou passar por situações engraçadas quando se viaja para o exterior é mais comum do que se imagina


Vai um gafanhoto?
“Uma vez em Hong Kong, na China, estávamos em uma reunião, eu e meu marido Pelópidas Bernardi, com um grupo de empresários e me deu aquela fome. Depois de alguns minutos anunciaram que teria um lanche. Fiquei ansiosa esperando as guloseimas e quando chegaram me deparei com insetos fritinhos. Fui comendo devagarinho uma perninha de gafanhoto para não fazer desfeita. Foi só a perninha e nada mais!”. 
Roberta Bonamigo Bernardi, 33, dentista e empresária

Crédito:
Vanessa Soares



Soltando o verbo

“Lembro de um mico no aeroporto de Paris. Estávamos eu e uma amiga em uma sala de embarque não muito grande aguardando um voo que acabou atrasando horas. “Analisamos” se aparentemente havia brasileiros e, ao nosso ver, não tinha nenhum. Começamos a rir de bobagens e traduzir o francês para coisas engraçadas em português. Depois de horas de atraso e bobagens ditas surge um homem e senta próximo a nós. Ele puxou papo e descobrimos que era baiano. Ficamos morrendo de vergonha”.  
Taciana Casarotto, 32, fisioterapeuta



Confundido com terrorista
“Voltando de Paris peguei o ônibus que leva até o aeroporto. Estava trazendo muitas malas e uma mochila com documentos e cartões. Ao descer do ônibus fui tirando as malas. Quando terminei, ele partiu rapidamente com minha mochila, corri atrás, até que o ele sumiu. Aí lembrei que havia deixado toda bagagem na entrada do aeroporto e voltei correndo. Quando me aproximei, tinha vários policiais isolando a área. Fiz sinal dizendo que eram minhas (não falo nada de francês) e no mesmo momento fui detido. Resumindo: eu estava sendo tratado como terrorista por conta de uma caixa enrolada com plástico preto que pensavam ser uma bomba. Um tempo depois um policial voltou com minha mochila, onde comprovei com o passaporte que eu era apenas um estudante voltando para o Brasil. Me fizeram assinar um termo de que eu não causaria mais confusão no aeroporto, baita mico”.  
Mauricio Rezende, 28, fisioterapeuta e empresário

Crédito: Vanessa Soares



Hot
“Era nosso primeiro dia na Austrália (fomos para fazer um semestre de curso de inglês) e, com muita fome, chegamos a uma lanchonete. O inglês que sabíamos era o que aprendemos na escola. O Fabio pediu o lanche e a garçonete perguntou se queríamos “hot”. Para nós, hot é quente, então o meu marido disse que sim. Para nossa surpresa, o “hot” era um sanduíche mega apimentado. Na primeira mordida já escorriam lágrimas nos nossos olhos, mas a fome era tanta que preferimos comer do que esperar que fizessem outro”.  
Michele Maschio Schaurich, 32, enfermeira



Vá de trem
“De visita a Madri (Espanha), eu e o Paulo Sanmartin resolvemos ir a Barcelona, aproveitando para andar nos confortáveis trens espanhóis. Viajaríamos à noite. Como já não havia passagens para as cabines leito, resolvemos viajar sentados. Só que nos colocaram em uma cabine com mais oito pessoas, apertados em pequenas poltronas. Impossível relaxar assim. Fomos passar a noite no vagão do restaurante. Quando finalmente chegamos, dia claro, estávamos tão cansados que a única coisa que queríamos era uma cama de hotel para descansar”. 
Melina Chaves, 33,  empresária, acadêmica de Administração e corretora de imóveis




Melina e Paulo na Espanha





Confusão na fila
“Eu e o meu marido Rodrigo Almeida fomos para os Estados Unidos em 2009 para fazer o módulo internacional do MBA que estávamos concluindo aqui no Brasil. Lá ficamos hospedados na própria universidade e tínhamos que seguir as regras como todos os alunos. Um dia o Rodrigo, sem falar nada de inglês, entrou na fila para trocar as roupas de cama e havia decorado que queria dois travesseiros (two pillows), não imaginou que iriam perguntar outras coisas para ele. Resultado: ele trancou toda a fila e ninguém se entendia, rimos muito da situação depois”.   
Georgina Teixeira, 34, psicóloga e empresária



Pavor dentro do elevador

“Estava com a Georgina em um hotel em Londres e subi para buscar alguma coisa que esquecemos no quarto. Quando fui descer entrou no elevador uma mulher muçulmana. Ela desceu o tempo todo gritando até as portas se abrirem. Fiquei assustado e não entendi nada. Depois descobrimos que elas não podem ficar sozinhas com homens e por isso gritam. Foi motivo de muitas piadas durante a viagem”.    
Rodrigo Almeida, 39, médico veterinário
 






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