Reportagens Edição 81 - junho de 2014

Quando os 30 anos batem à porta


Famosa crise dos 30 pode ser evitada ou contornada. Basta querer!

 

Ainda não casei, já é tarde para ter filhos, não tenho minha casa, minha carreira ainda não decolou. Essas e outras cobranças ficam mais fortes quando se chega aos 30 anos. Trata-se da famosa crise dos 30. Segundo a psicóloga da Clas Psicologia Roseni Scherer Devilla, 45, sendo nove anos de profissão, sempre que a idade entra numa década nova, a tendência é aparecer autocobranças, outros objetivos, mais responsabilidades e outros hábitos.

Para a psicóloga, ao completar 30 anos de idade, parte da nossa trajetória pela vida já foi feita e, com isso, vêm as naturais avaliações do que se viveu e a perspectiva do que ainda não se cumpriu. “É normal passar por este tipo de crise, o que não pode acontecer é se perder ou permanecer nela por muito tempo”, diz.






 

Os 30 pelos olhos de quem está ou já passou por ele



“Não tive a crise dos 30, pelo contrário, me sinto mais disposta, confiante, determinada e vaidosa do que antes. Na minha vida, as coisas aconteceram mais ou menos como planejei: casamento, casa e profissão. Os 30 me trouxeram um estilo de vida mais saudável, com maturidade e mais leveza. Continuo tendo uma vida social ativa e realizo muitas coisas que fazia com 20 anos. Tenho meus projetos, mas está tudo dentro do seu tempo”.
Viviane Siqueira, 31, consultora de moda

Crédito: Fabiana Tischler




“Não acredito muito em crise de idade, pois sempre espero um futuro melhor. A mudança mais significativa para mim ocorreu em função do ritmo de trabalho. Sinto orgulho da minha trajetória, da realização profissional e de ter uma relação divertida e de companheirismo com o meu marido. Pela idade, já poderia ter filhos, mas ainda não é o meu momento, pois quero ter mais tempo livre para participar ativamente do seu crescimento”.
Mariele Menti Wiebbelling, 30, cirurgiã-dentista, especialista em ortodontia

Crédito: Vanessa Soares




“Eu me acho mais bonita e tenho mais ideologias hoje do que aos 20, e quero estar nos 40 melhor do que estou agora. Aprendi a não perder tempo com coisas ou pessoas que não me acrescentam nada. Fiz projetos que almejava alcançar antes dos 30 e se quer os iniciei. Outros que nem imaginava estão em andamento ou realizados. Em 30 anos, namorei, noivei, casei, tive filhos, estudei e empreendi. Fazer 30 anos é essencialmente entender a beleza na simplicidade. É saber que você não precisa ter tudo para ser feliz e que a companhia das pessoas que você ama é o combustível necessário para a sua caminhada”.
Vanessa Müller Machado, 31, acadêmica de Direito e empresária

Crédito:
Vanessa Soares




“Completei 30 anos no mês passado e acho que a crise dos 30 tem muito mais a ver com as expectativas pessoais que estabelecemos do que com fatos. É claro que aquela cobrança de sucesso profissional, casamento e filhos ainda existe, porém me sinto realizada com o que conquistei até agora! Estou numa ótima fase profissional e pessoal, colhendo os frutos de dedicação e estudo, e também do amadurecimento pessoal”.
Liana Melchiors, 30, psicóloga




“Os 30 anos nunca me assustaram, pois acho que a idade está na nossa cabeça, embora eu sinta que algumas mudanças físicas apareceram, sim, mas sinto que hoje minha cabeça é melhor do que há 10 anos. Os 30 trouxeram mais maturidade, calma e a capacidade de decidir as coisas com mais experiência. Acho que hoje as mulheres de 30 estão no seu auge, tanto profissional como pessoal”.
Suelen Bernardes, 31, cirurgiã-dentista





“Sempre pensei que passaria pela crise dos 30, mas foi bem mais fácil do que imaginei! Foi uma fase de muitas mudanças, como o casamento e a chegada da minha filha, mas deu tudo certo, pois já estava com minha vida profissional estabilizada e pude planejar essas mudanças com mais tranquilidade e maturidade”.
Gerusa Dalla Nora, 32, fisioterapeuta

Crédito: Joice Bernardi




“Quando fiz 30, percebi que meus valores mudaram. A gente começa a ver aquilo que realmente importa. A crise vem por conta da responsabilidade e da vontade de realizar todos os sonhos num mesmo instante, é como se acionasse um botão dizendo ‘pronto, você é responsável pela sua vida’”.
Rafaela Ferraz, 32, consultora de moda




“A crise dos 30 chegou quando eu tinha 28 anos, ao me dar conta de que em dois anos eu fecharia mais uma década e que tinha um monte de sonhos não realizados. Era como se em dois anos eu fosse virar uma velha, sem possibilidade de concretizar mais nada. Até que, em uma tarde de sábado, a ficha caiu: há muito tempo para se viver e não é preciso querer acelerar os ponteiros do relógio. A partir de então, comecei a encarar as coisas com mais serenidade. Hoje me sinto mais bonita do que aos 20 – não que não veja os meus defeitos, mas os aceito muito mais – e também me vejo muito mais segura, autoconfiante e comunicativa. Se aos 20 eu sonhava em ganhar o mundo, os 30 trouxeram a vontade de voltar para perto dos meus pais, da minha cidade e das minhas raízes”.
Mariele Lindemann Figueiredo, 31, assessora jurídica do Ministério Público

Crédito: Joice Bernardi




“Não troco meus 30 anos por nada! Hoje me sinto muito mais bonita, madura e realizada do que quando eu tinha 20 anos. Ter conquistado minha independência e realização profissional faz com que eu me sinta uma mulher com “M” maiúsculo. É claro que investir no lado profissional acabou por adiar outros sonhos. Já tenho 30 anos e ainda não casei e nem tive filhos. O casamento está a caminho, programado para o ano que vem, mas os filhos ainda nem entram em cogitação. Tenho mais rugas e celulites, mas não trocaria uma conversa com a Carol de hoje por uma com a Carol de 10 anos atrás”.
Caroline de Vargas Bittencourt Nascimento, 30, ortodontista




“Quando era criança, imaginava que quando tivesse 30 anos já estaria casada, com filhos e trabalhando há muito tempo. Parecia tudo tão distante e planejado. Hoje em dia, realizei meu sonho, tenho escritório estabelecido, especialização na área de que mais gosto e vivo a fase mais produtiva e feliz da minha vida. Moro sozinha e me considero independente. Durante esse tempo todo, aprendi que nem tudo acontece como a gente planeja, mas que o tempo é sábio e as coisas acontecem na hora certa”.
Alexandra Scotta Cabral, 30, arquiteta e urbanista




“Aos 20, a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. Não veste mais roupas que não lhe favorecem. Só come aquilo que lhe dá prazer. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata. A mulher de 30 que me tornei, muito mais do que nos meus 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos. Aos 30, me tornei mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa e estabanada. Carrego experiências positivas e negativas, porque também disso a vida é feita. Mas foi aos 30 que aprendi a lidar com as situações que aos 20 não conseguia administrar. Os 30 anos é a minha melhor idade até hoje”.
Glaucia Varaschini Gregory, 30, assessora na segunda Vara Criminal de Santa Rosa




“Quando a gente se dá conta que fez 30 anos, assusta um pouco, mas a famosa crise dos 30, posso afirmar, não me atingiu. Sinto que é uma das melhores fases na vida das mulheres. É o momento que nos sentimos maduras, seguras e determinadas, estamos realmente no auge, pois já desencanamos de muitos fantasmas da época dos 20 anos e sabemos bem o que queremos e onde almejamos chegar”.
Carolina Teixeira Capra, 30, advogada




 

SAIA DESSA

QUER FUGIR DA CRISE DOS 30? ENTÃO:


1  “Mexa-se! Dá trabalho realizar sonhos. É preciso arriscar e, infelizmente, a maioria das pessoas prefere a inércia”.
Roberto Shinyashiki, psiquiatra

2  “Não se julgue tanto. Muitas vezes, deixamos de reconhecer o sucesso de cada etapa, trazendo a sensação de insatisfação e de algo incompleto”. 
Lucia Rodrigues, expert em ecologia da criatividade

3  “Pare de se comparar com os outros, porque você vai se achar melhor ou pior. E as duas coisas são ruins”. 
Dalai Lama

4
  “Reveja os seus objetivos e pergunte-se: o que você realmente quer? Depois disso, avalie quantos destes objetivos são realmente atingíveis. Nem sempre temos tudo o que queremos, mas a vida também não precisa ser assim – ou tudo ou nada!”.  
Cecília Zylberstajn, psicóloga pela PUC-SP

“Pare de botar a culpa na vida e nos outros e comece a agir, melhorando esse astral e tomando atitudes concretas. Gente para baixo só afasta as oportunidades, afinal, quem gosta de nuvem negra é só guarda-chuva”.  
Blog Vigilantes da Autoestima

 






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