Reportagens Edição 79 - abril de 2014

O tempo de vida deles


Na edição de janeiro da revista LINDA, as mulheres responderam o que tem de melhor na idade em que estão agora e o que já não é tão bom assim. Agora é a vez dos homens!

 

10  “Uma das melhores coisas dessa fase é a escolha do curso da faculdade, pois esse é o primeiro passo que damos em busca dos sonhos e da realização profissional. Porém, sofremos pressão por parte dos familiares, amigos e muitas vezes da escola, o que acaba criando insegurança e angústia”.
JEAN CALEGARI, 17, ESTUDANTE





20  “É uma fase em que existem muitas oportunidades, festas, encontros com os amigos, viagens, faculdade e isso tudo é muito bom. Para muitos é a chance de começar a construir o seu próprio futuro e ter mais liberdade para fazer suas próprias escolhas. Sem dúvida, é uma fase única da vida. O único ponto que não é tão bom assim é a falta de credibilidade por ainda ser muito novo”.
GUSTAVO FACCIN HERBSTRITH, 20, ACADÊMICO DE MEDICINA



30  “O melhor é olhar para trás e ver que meus projetos de vida estão se realizando conforme o planejado. Com muita dedicação cheguei ao cargo que eu sempre desejei. Hoje sou mais tranquilo e sei que ainda terei muito tempo para colher os frutos dessa conquista e tantas outras que ainda estão por vir. Outro ponto positivo é a maturidade para tomar as decisões importantes sem os medos e incertezas da adolescência. Por outro lado, os cuidados com a saúde, como uma alimentação mais saudável e atividades físicas, são hábitos obrigatórios na minha rotina”.
FRANCISCO ZANON, 37, TECNÓLOGO EM AGROPECUÁRIA

Crédito: Gabriel Luiz



40 
“O melhor nesta fase é estar mais maduro e experiente. Já me realizei profissionalmente e pessoalmente. Estou casado e tenho dois filhos. Com a vinda deles aprendi a ser menos afoito e pensar várias vezes antes de fazer qualquer coisa. Sempre erramos, é natural do ser humano, mas nesta idade temos que errar menos e acertar mais. Sempre fui bastante esportista, adoro esporte, mas agora já não tenho a mesma resistência de antes e diante de todas as responsabilidades acabo me acomodando um pouco. A partir dos 40, o tempo é mais escasso, as preocupações aumentam e aquelas gordurinhas a mais também começam a aparecer. Mas não acho que isso seja tão ruim”.
CHIQUINHO FARDIN, 41, EMPRESÁRIO



40  “Nesta fase da vida, a experiência profissional ajuda muito em procedimentos complicados, a família já está formada e os filhos com uma idade que já não dão tanto trabalho. O que não é tão bom é o maior risco de lesão no esporte, o que antes era raro, agora é mais frequente. Mas consigo absorver bem as mudanças naturais da idade e me sinto ótimo aos bem vividos 49 anos”.
EDSON JAIR FRIEDRICH, 49, CIRURGIÃO-DENTISTA



50  “O que tem de mais especial na minha idade é o fato de já ter vivido e passado por experiências incríveis e enriquecedoras, que eu jamais imaginaria que passaria em minha vida. Conhecer pessoas excepcionais, lugares fantásticos, amigos sensacionais e uma família maravilhosa. Ter uma segurança e uma vivência profissional ímpar. Acompanhar o crescimento dos meus filhos com mais sabedoria. Ter um relacionamento mais profundo e intenso. Tudo por um ponto de vista mais seguro e maduro. O que já não é tão bom assim são as limitações físicas que aos poucos vão surgindo”.
MARCOS ROGÉRIO GONÇALVES, 50, MÉDICO



50  “Estamos em constante aprendizado, assim com o passar dos anos vamos acumulando conhecimento. Dificilmente passo um dia sem aprender algo. É isso que chamamos de experiência e ela é fundamental. As atividades físicas ficam prejudicadas. Até os 40 anos conseguimos, por exemplo, jogar futebol com um guri de 18, depois isto já não é mais possível. A capacidade de trabalho, no meu caso, aparentemente aumentou, talvez em razão do fato de querermos incentivar a nova geração”.
BETO AUED, 59, EMPRESÁRIO



60  “O momento mágico na minha idade é a experiência adquirida. O tempo me ensinou a lidar melhor com os problemas e não me preocupar com vaidades que não levam a nada. Profissionalmente, é muito gratificante ver meu trabalho reconhecido. Conviver com meu filho adolescente me dá força para continuar curtindo todos os dias com o mesmo entusiasmo, além de meus amigos músicos, bem mais jovens, que me fazem não perceber o tempo passar. O que não é tão bom nesta idade é saber que ainda não descobriram a ‘Fonte da Juventude’”.
EDSON SALOMÃO, 60, MÉDICO VETERINÁRIO



70  “A experiência de vida e a boa saúde são especiais para mim. É muito legal a convivência com filhos e, principalmente, com os netos. Também dos bons amigos que ainda estão entre nós. A convivência com amigos e familiares sempre foi uma etapa importante do passado e já não é nada bom as perdas que vamos sofrendo ao longo do tempo; é muito ruim, entristece”.
ARMANDO FIALHO FAGUNDES, 76, ADVOGADO



80  “Quando era mais jovem trabalhava muito e tinha muito mais responsabilidades do que hoje. Agora eu tenho liberdade de tempo e experiência para fazer o que eu quiser. Posso ir visitar meus filhos e netos sempre que tenho vontade e viajar. Mantenho-me ocupado com as coisas que gosto e deixei as preocupações de lado. Procuro ter qualidade de vida! Nesta idade, estar ocupado com atividades que dão prazer é fundamental para que não se crie a ‘oficina do diabo’, ou seja, ficar pensando em coisas ruins e entrar em depressão. O que não gosto é que o Brasil, apesar de ser um país maravilhoso, é ingrato com os idosos. Então minha única preocupação é o que será do futuro meu, da minha esposa e dos todos os idosos futuramente sem a retribuição da previdência social e o respeito ao idoso”.
MILTON REY GOMES, 84, ADVOGADO APOSENTADO



80  “O bom da vida nesta fase é poder realizar coisas que antes não podia, como voltar a estudar. Estou no 5º semestre de Direito da Ulbra e isso me completa. O lado ruim é a falta da minha esposa, que já não está mais aqui”.
SIMÃO SKLAR, 89, APOSENTADO E ACADÊMICO DE DIREITO
 






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