Reportagens Edição 77 - janeiro e fevereiro de 2014

Quando o SÓCIO é seu IRMÃO


Abrir um negócio com um familiar tão próximo precisa de jogo de cintura para trazer só benefícios

 

Ter seu próprio negócio faz parte dos sonhos de muitos cachoeirenses. Porém, ser dono do próprio nariz na vida profissional exige muito planejamento, especialmente quando as decisões, problemas e frutos da nova empresa serão divididos com um sócio. É importante encontrar alguém que tenha habilidades que complementem as suas, que tenha o mesmo ideal e, sem dúvida, uma boa convivência. Por isso, não é à toa que muitos escolhem um irmão para dividir as rédeas do negócio.

É claro que nem sempre tudo são flores e as divergências são comuns. Pelo fato de serem irmãos e tão íntimos, as discussões podem se tornar mais acaloradas e sair da esfera profissional para a pessoal. Mas, quando isso ocorre, o jeito é segurar os ânimos e deixar as diferenças para trás. Afinal, além de sócios, são irmãos e este laço deve falar mais alto que qualquer outra coisa.
 

Gabriel e Tadeu: A empresa aproximou mais os irmãos





NEGÓCIOS APROXIMARAM OS IRMÃOS

Abrir o próprio negócio aproximou os irmãos Gabriel, 24, e Tadeu, 28. Antes de abrirem a distribuidora de bebidas Aquece Bebidas, há cerca de dois anos, eles não conviviam muito. “Eu morava em Caxias e nos víamos pouco. Nossa relação se fortificou muito depois da abertura do nosso negócio”, ressalta Gabriel. A sociedade entre irmãos, para eles, é uma vantagem, já que se conhecem bem e se apoiam quando precisam. O segredo para o negócio dar certo é manter a boa convivência. “Quando as ideias conflitam, discutimos até chegar a um consenso. Nossas brigas não duram mais que 10 minutos”, conta Gabriel.

 

 

 

PARCERIA QUE DEU CERTO

A parceria funciona quando um completa o outro, e é assim com os irmãos Lucas, 32, e Guilherme Severo Ache, 28. Para eles, serem sócios traz muitas vantagens, e a principal delas é confiança. “Trabalhar com alguém de confiança e caráter como meu irmão é algo tranquilo. A intimidade facilita o dia a dia, pois sabemos dividir bem as tarefas de acordo com nossas características profissionais, que são bem distintas”, diz Guilherme.
Entretanto, em todas as sociedades acontecem divergências, mas eles as encaram com muito profissionalismo. “Vemos a divergência de ideias como algo positivo, pois sempre nos leva a encontrar maneiras mais eficientes de alcançar nossos objetivos”, fala Lucas. A empresa, Telas Rio Grande (antiga Insul), foi aberta há dois anos e eles já colhem os frutos do investimento. “Percebemos que não existia no Rio Grande do Sul um grande fabricante de telas e arames para cercamentos rurais, industriais ou residenciais. Resolvemos, então, investir em máquinas automáticas de alta capacidade produtiva visando vender esses produtos para clientes de todas as regiões do estado”, completa Guilherme.
 

Lucas e Guilherme: a relação dos irmãos ficou ainda melhor depois que abriram a empresa

 

 

 

 

 

 

AMIZADE EM PRIMEIRO LUGAR

As irmãs Alessandra, 40, e Luciane Pfüller, 38, sempre foram muito amigas, e essa amizade se tornou mais especial depois que começaram a trabalhar juntas. “O trabalho nos tornou ainda mais unidas e fortes. Somos independentes e, ao mesmo tempo, necessitamos uma da outra”, observa Alessandra. Desde 2011, as empresárias entraram no ramo de joias e são donas da Estancieira’s. As pequenas dificuldades do dia a dia, comuns em qualquer negócio, são encaradas por elas com muita tranquilidade e não afetam o relacionamento. Segundo Luciane, elas sempre foram muito unidas desde a infância e, com a parceria profissional, ganharam mais segurança e maturidade. “Gosto muito de trabalhar com minha irmã, existe intimidade, união, respeito e sinceridade”, fala Luciane.

Crédito: Vanessa Soares




 

 

 

DIFERENÇAS PARA SOMAR

Dois irmãos com quase a mesma idade e personalidades bastante distintas. Conrado, 27, e Bernardo Vieira da Cunha, 25, tornaram-se sócios em maio de 2012 e usam as diferenças a favor do sucesso profissional. “Somos muito diferentes. Cada um é voltado para uma área, com qualidades e características bem distintas, que, juntando-as, acabam se complementando. Isto acaba sendo uma vantagem competitiva, pois um complementa o ponto fraco do outro”, observa Conrado. Para ambos, ser sócio do próprio irmão ajuda muito em termos de confiança e facilidade na comunicação. Eles decidiram abrir a BC Dentária depois de uma conversa com um amigo que, na época, cursava Odontologia e encontrava dificuldades para comprar material. “Ter o nosso negócio era um sonho para ser realizado e quando vimos esta oportunidade aproveitamos”, diz Conrado. Para Bernardo esta união é positiva e eles comemoram todos os dias suas vitórias.
 

Bernardo e Conrado: irmãos  viram uma oportunidade de negócio e investiram juntos






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