Reportagens Edição 75 - novembro de 2013

Manual do filho BIRRENTO - PARTE II


Seu filho está lhe deixando sem saber como agir? A resposta pode estar aqui. Confira como driblar situações embaraçosas com os pequenos.

 

Pergunta: “Minha filha de seis anos quando não quer me obedecer se revolta e pede pelo pai. O que fazer?”

Resposta: “Os pais devem conversar com a filha dizendo que ambos devem corrigi-la e de educá-la, por isso ela não terá lado de pai ou de mãe para amparar-se”.
Psicóloga Mariângela Feldmann, 62, sendo 11 anos de profissão




Pergunta:
“Como fazer se a criança não quer ficar presa na cadeirinha do carro?”

Resposta:
“É importante fazer com que ela entenda o porquê de ficar na cadeira. Colocar brinquedos ou algo que chame a atenção pode fazer com que o pequeno aceite mais fácil essa necessidade”.
Psicóloga Laura Morais Machado, 24, dois anos e dez meses de profissão (Clas Psicologia)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pergunta: “Qual a melhor maneira para agir com crianças que destroem brinquedos?”

Resposta: “Os pais precisam estar atentos ao comportamento dos filhos, pois é muitas vezes a maneira que a criança encontra para mostrar que algo não está bem. É importante tentar entender a situação em que isso ocorre e orientar os filhos sobre a necessidade de cuidar de seus brinquedos”. 
Psicóloga Laura Morais Machado


Pergunta:
“Meu filho tem 6 anos e começou a aparecer com brinquedos e material escolar que não são dele. Ele diz que trocou com os colegas, que emprestaram ou deram para ele. Mas uma mãe veio se queixar dizendo que meu filho roubou o brinquedo do filho dela. Já conversei com ele várias vezes e proibi de pegar coisas que não são dele, mas não tem adiantado. Já coloquei de castigo também, mas não funcionou. O que eu faço?”

Resposta: “Embora com esta idade a criança já possua conhecimento do que é certo e errado, ela ainda está em um processo de experiências. Quer testar se os valores passados são importantes e, por isto, é fundamental que os pais tratem o assunto com bastante seriedade. Acontecimentos como este devem ser esclarecidos com a criança, professores e até mesmo com os colegas. Mostre o quanto está errado e faça com que tenha alguma consequência, como devolver o objeto ou pedir desculpa. Mas não pense que isto é um desvio de comportamento, e sim uma oportunidade para reforçar as questões de ética e conduta social”.
Michela Vasconcelos, 33 anos, sendo nove de profissão (Clas Psicologia)

 

 

 

 

 

 

Pergunta: “Meu filho de 3 anos deu para levantar a mão para mim e para meu marido, até já me deu uns tapas. Coloquei de castigo e briguei com ele, mas ele sempre faz de novo. O que mais posso fazer?”

Resposta: “As crianças com esta idade não sabem lidar com a frustração. Quando suas vontades não são atendidas, surge um sentimento de decepção muito forte e rápido. Como não têm argumentação, usam o físico para se manifestar. Acontecimentos, como mudanças, separação, doenças e discussões, assustam os pequenos e eles podem reagir sendo agressivos. É uma forma de sinalizar que precisam de atenção, explicações, carinho e até limites.
A criança que ainda não sabe o que fazer com a frustração precisa aprender que não conseguirá o que quer gritando, arranhando ou mordendo. Os pais vão mostrar isso falando firmemente que não gostaram daquilo, que doeu, que é feio agir assim. Você vai falar uma, duas, 10 vezes. Vai falar nos dias que estiver feliz, mas também em dias de adversidades - e é aí que aparece o perigo de não educar, só reprimir. Qual a diferença? Quando educa você diz: ‘Filho, a mãe não gostou. Não faça mais isso’. Na repressão, você berra: ‘Como é possível você não entender depois que já falei mil vezes!’, como se estivesse tratando com um adulto. O resultado de uma boa educação demora a aparecer e temos de repetir as regras todos os dias por muitos anos. Já a repressão tem resultado imediato, deixa a criança sem ação, com medo e por um tempo ela não repete o erro. Mas também não evolui, não reflete e não aprende”.
Psicóloga Marianne Guimarães, 25 anos, sendo dois de profissão (Clas Psicologia)

 

 

 

 

 

Pergunta: “Tem vezes que passamos um dia maravilhoso, faço tudo que ela quer, mas se ela me pede uma coisa que eu diga não, ela diz que sou uma chata”.

Resposta: “Esta menina não sabe receber um não. Está na hora de colocar regras e limites em sua filha. Não esqueça que o não educa”.
Psicóloga Mariângela Feldmann


Pergunta: “Minha filha está na fase das chantagens. Se eu não faço tal coisa ela não come, para tomar banho só se eu fizer algo que ela determina. Às vezes chego tão cansada em casa que acabo cedendo. Como proceder?”

Resposta: “Comportamentos que envolvam birras e chantagens devem ser ignorados e somente quando a criança realmente se comportar de maneira adequada deve receber elogios como reforço à atitude. Os pequenos precisam ouvir como é bom agir de forma inteligente e educada. Uma rotina bem definida pode ajudar. Elas devem ter horários estabelecidos para brincadeiras, estudos, banho e até para comer doces e dormir. Os pequenos precisam compreender que, fora desse contexto, não adianta forçar a barra que os pais não irão ceder às chantagens.
Os limites também devem ser claros e os pais precisam analisar em que situações estão tendo dificuldades de dizer não. A criança tem que perceber que não vai mais ganhar um chocolate para terminar o jantar ou um brinquedo para arrumar o quarto. No começo, ela vai brigar e os pais vão ter de ser firmes. Afinal, pai e mãe que não valorizam a obediência e são permissivos adiam o momento de ensinar regras básicas de conduta e convivência social, retardam o aprendizado e aquisição de autonomia e prolongam o período de birras, desenvolvendo, assim, um sujeito que no futuro terá sérias dificuldades em lidar com frustrações”.
Psicóloga Marianne Guimarães


* As respostas foram dadas de forma genérica. Em casos mais específicos é importante investigar a situação com ajuda profissional.
 






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