Reportagens Edição 74 - outubro de 2013

Amizade ADOTADA


Adotar um animal de estimação é uma experiência que pode transformar a vida para melhor

Vários são os relatos de pessoas que se livraram da depressão e se tornaram mais felizes depois que levaram para casa um bichinho de estimação. Para quem está pensando em se render aos encantos de um pet, a adoção é uma alternativa que, além de fazer bem para o dono, dá um lar para cães e gatos que foram abandonados e maltratados. Segundo a presidenta da Associação Cachoeirense de Proteção Animal (Acapa), Lucia Severo, 48, a instituição abriga mais de 600 bichos que esperam por um dono. Motivos para adotá-los não faltam:

 

Patricia e Thor (8 meses): sempre juntos

 

 

 

Amor à primeira vista


“O Thor foi abandonado na frente da minha casa, junto com sua irmã, aí levei os dois para a Acapa. Eu já tinha um cachorro e achava que não poderia abrigar mais dois. Só que eu me encantei com o olhar do Thor e dois dias depois fui buscá-lo. Foi amor à primeira vista e minha vida mudou muito com a chegada dele. Ele é afetuoso e inteligente. Só de chegar em casa e ver a festa que ele faz ao me ver já me realiza”.
Patrícia May, 38, fotógrafa




Eles têm uma audição apurada e detectam a chegada do dono antes mesmo dele se aproximar da porta de casa. Outro ponto importante é a sensibilidade dos animais, que parecem saber o estado de espírito do dono e se aconchegam no colo, como se quisessem dizer “estou aqui, não fique triste”.


Os animais colocam sua própria vida em risco para salvar seus donos. Além de bons guardas, os pets podem também ser excelentes “sirenes” que indicam caso algum barulho ou perigo venha ameaçar a casa. Há ainda aqueles que, literalmente, vivem para tornar a vida dos humanos melhor, como os cães guias, policiais, pastores, bombeiros ou, ainda, aqueles que são treinados para serviços domésticos, destinados a pessoas com deficiências físicas.


Animais podem ajudar os idosos a sair da depressão. Em alguns países, inclusive no Brasil, cães passaram a ser adotados em visitas hospitalares, com resultados visíveis na recuperação de pacientes.


Estudos mostram que quem tem um bicho em casa reclama menos de pequenos problemas de saúde, por isso é mais feliz.

 

 

 

Chega de abandono


“Estávamos passeando quando avistei o Peão na rua. Era lindo, apesar de muito sujo. Ele ficou me olhando com aquela carinha mimosa que nunca saiu da minha cabeça! Comentei com meu marido e disse a ele que iria passar pela praça no domingo para ver se ele estava por lá, mas não estava. Uma semana depois, para minha surpresa, ele saiu no Jornal do Povo para adoção. Então pensei: é para ser meu! “É gratificante ver aqueles olhos tão expressivos me olhando com tanto carinho e gratidão!”.
Juliana de Moraes Müller, 36, gerente financeiro

 

Peão com Juliana e sua filha Luíza: “A família ficou mais completa com a chegada dele”

 

 

 

 

Me leva para casa!


“A Dalila estava num cercado e, quando a olhei, ela começou a gritar, como se tivesse pedindo: ‘Me leva’. Aí não tive dúvidas: iria adotá-la. Ela faz mais bem para mim do que eu para ela e chegou num momento bem delicado da minha vida, preenchendo meu coração e meus dias. Quando adotei a Dalila, na Acapa, foi dito que poderíamos devolvê-la caso ficássemos arrependidos, mas em nenhum momento pensei em fazer isto. Ela é como uma filha”. 
Itagiane Garcia, 34, profissional autônoma

 

Itagiane e Dalila, de 1 ano e meio: amor incondicional







Quando se adota um cachorro, é preciso ter muitos cuidados. Uma dúvida é se comida de gente faz mal para os cães. De acordo com a médica veterinária e responsável técnica da Nutri Pfüller, Carmen Lúcia Scherer, 53, sendo 27 anos de profissão, o ideal é sempre comerem ração. Quando os donos estão comendo e os cachorros ficam por perto, algumas pessoas sentem pena de não dar comida porque pensam que eles podem estar se sentindo rejeitados. Uma boa dica é pegar um punhado de ração e ir dando aos poucos. Assim ele vai pensar que é o que dono está comendo também”, ensina.

 






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