Reportagens Edição 68 - abril de 2013

Mais educação, por favor!


Deslizes de etiqueta podem arranhar a imagem de qualquer um

Bons modos. Duas palavras simples, mas cheias de significados. Muitas vezes, elas geram dúvidas e ficamos sem saber o que é certo ou errado. Para saber se o que estamos fazendo está certo, basta usar um pouquinho do bom senso e perceber se isto vai ou não incomodar outra pessoa. Segundo a consultora de etiqueta Rosimere Moraes, 48, erramos quando pensamos que ter bons modos é frescura ou coisa de gente rica. “Cultivar boas maneiras no dia a dia é coisa de pessoa agradável e, quanto mais agradável ela se torna, mais estimada será”, garante Rosimere, que citou deslizes cometidos diariamente sem que muitas pessoas se deem conta.




Falar da vida dos outros. Evite falar do que não sabe, muito menos em público. Comentar sobre a vida dos outros é o pior que há


Fazer perguntas indiscretas para as pessoas com excesso de curiosidade sobre coisas que não lhe dizem respeito


Usar o celular em sala de aula, reuniões, igreja, velório e outros lugares onde exige silêncio ou concentração


. Cuspir na rua
. Fumar ou soltar fumaça de cigarro perto das outras pessoas
. Falar com a boca cheia e fazer barulho ao mastigar alimentos ou beber
. Ir ao rodízio de pizza e empilhar as massas de pizzas para comer só o recheio
. Comer com as mãos (pela etiqueta, somente as asas torradas de galinha podem ser comidas com as mãos)
. Encher o prato de comida
. Perguntar para as pessoas quanto elas recebem de salário
. Espirrar na frente dos outros sem se virar para o lado e tapar a boca
. Limpar as mãos na toalha de mesa e ignorar o guardanapo de boca
. Usar seus próprios talheres para se servir de alimentos em travessas, bandejas, potes, etc.



Falta de educação? Tô fora!


O que os cachoeirenses não toleram de maus hábitos no dia a dia


“Não tem nada mais desagradável que alguém pregar racismo, sexismo ou intolerância religiosa numa conversa. Fazer um julgamento equivocado sem ter o menor contato, baseado apenas em suas características culturais, econômicas ou no ‘ouviu falar’. A mentira sobre si ou uma situação é também tremenda falta de educação. Outro fato que posso citar é a ostentação. Ela é revelada não só pelas palavras, mas pelos objetos, roupas e utilitários inadequados”.
Marcelo Figueiró, 38, publicitário e vereador




“Considero falta de educação entregar um convite para uma pessoa quando há outros por perto que não serão convidados. Também o atraso em qualquer tipo de evento e quando a pessoa não desmarca compromissos nos quais não irá comparecer e deixa uma pessoa aguardando”.
Jéssica Trombini Caldas, 20, estudante do sétimo semestre de Relações Públicas da Famecos/PUCRS




“No dia a dia do trabalho, considero uma baita falta de educação não chegar no horário marcado e o não cumprimento de prazos. Parece clichê, mas acontece muito. No geral, acho a população muito mal-educada no trânsito, principalmente os pedestres que atravessam a rua em qualquer ponto, mesmo quando tem faixa de segurança próximo e, algumas vezes, até com criança no colo. Outra coisa desagradável é quando o celular toca no meio de reuniões, formaturas ou até mesmo na sala de aula”.
Flavia Tischler, 27 anos, arquiteta e urbanista




“É muito desagradável ver as pessoas jogarem lixo nas ruas da cidade. Também fumar em lugares públicos sem respeitar os que não fumam e estão por perto. Estacionar em espaços exclusivos para cadeirantes sem estar acompanhado de um. Outro fato que chama a atenção é a falta de interesse de alguns funcionários em certos lugares e o mau atendimento”.
Vilma Cazzarotto, 39 anos, empresária da loja Veste Bem Modas




“Algumas palavras são princípios básicos de uma pessoa educada e que a todo o momento sentimos falta de ouvir: obrigada (quando se recebe um favor), com licença (quando se quer passar) e por favor (quando se pede algo)”.
Tânia Willig, 64, professora aposentada




“No trânsito, reclama-se da estupidez dos motoristas. Verdade, mas observando os pedestres, eles também cometem loucuras. São incapazes de sinalizar que vão cruzar a faixa de segurança, baixam a cabeça e vão, não importando se o sinal está para os veículos, eximindo-se de toda culpa com ‘estou na faixa de segurança, eles é que devem cuidar’. Também é falta de educação quando as pessoas têm preguiça de caminhar até os contêineres para colocar o lixo e acabam jogando na antiga lixeira ou na calçada. Os cães e gatos fazem seu banquete ali e, quando a chuva vem, arrasta tudo para os bueiros, entupindo e proliferando doenças”.
Roger Slim, 48, empresário e diretor da Slim Model Management Brasil e caça-talentos


 






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