Reportagens Edição 66 - janeiro e fevereiro/2013

Que tipo de “cara” você é?


Homens românticos nunca saem de moda

 

Perguntamos aos “caras” de Cachoeira do Sul que tipo de homens eles são quando o assunto é relacionamento.

 

Os pares românticos das novelas, livros e filmes sempre nos inspiram. Crescemos com a história de Romeu e Julieta, a Bela e a Fera e tantos outros romances que nos fazem suspirar.

A trilha sonora do momento é a música de Roberto Carlos “Que cara sou eu”. A canção é o tema do par romântico Morena e Théo da novela global “Salve Jorge”. Há quem se identifique com a música e há também aquelas pessoas que dizem que isto é um amor obsessivo e desequilibrado. Mas a canção do rei é poesia e nem tudo deve ser levado ao pé da letra.

Segundo a psicóloga Georgina Teixeira, 33, 11 anos de profissão, o desejo de ter alguém é inerente ao ser humano e na escolha deste alguém encontramos situações conscientes e inconscientes. “Estamos numa balada e há várias pessoas bonitas, mas nos interessamos sempre por uma em especial. São as motivações inconscientes que nos fazem enxergar aquela pessoa”, diz. Para ela, o importante é buscar alguém que seja real. “Encontrar o parceiro perfeito é difícil”, ressalta.

Mas o que as mulheres buscam em um homem? A psicóloga diz que as mulheres hoje são muito diferentes de uns anos atrás. Elas têm suas carreiras e trabalham muito fora de casa. “Quando chegam ao lar querem um companheiro, um homem compreensivo, bem humorado e que ajude com as tarefas e com os filhos”, observa. Outro fato importante que a psicóloga comenta é que cada um deve ter sua vida, seu trabalho e seus amigos. “Viver somente a vida do outro pode prejudicar a relação. O casal tem que ter seu tempo junto e um tempo para fazer suas coisas (jogar futebol, ir fazer compras com as amigas, etc.)”, comenta.

E aquela história que muitos homens dizem que quando se declaram demais elas começam a pisar neles? Para Georgina isto só acontece quando faltam intimidade e confiança na relação. “Quando falo em intimidade estou me referindo às pequenas coisas do dia a dia. É importante que o casal se conheça bem, seja leal e possa manifestar o seu amor”, explica.



“Sou um amante a moda antiga. Valorizo a fidelidade, o respeito e a cumplicidade. Tento todos os dias demonstrar o amor que sinto com pequenos gestos e carinho. Acredito que o romantismo alimenta o relacionamento e é um dos pilares da relação. Gosto de surpreender minha esposa. Em todos os momentos especiais dou flores com um cartão onde declaro meu amor por ela. Quando a Rosana completou 40 anos, eu comprei um buquê de 40 rosas para ela”.
Sérgio Castagnino, 58, agropecuarista, casado há 14 anos com Rosana Azevedo, 53.


Rosana e Sérgio:
romantismo ajuda a manter a paixão

 

 

 


 

 

 

 

 

 

“Sou um cara apaixonado por minha esposa. Tento ser romântico todos os dias e gosto de mandar flores. Algumas vezes fico um tempo sem mandar e depois faço uma surpresa”. João Scheidt, 35, médico, casado há dois anos com Juliana Germanos Scheidt, 26 anos.


Juliana com João:
“sou apaixonado pela minha esposa”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Newton Maschio, 60, militar reformado, é um homem apaixonado. “Eu me considero romântico”, ressalta. Newton não poupa elogios à mulher, Mariza, 53, e está sempre falando o quanto gosta dela. “Acho que os casais que se gostam devem manter a chama sempre acesa, demonstrando esse amor em ações, gestos  e  palavras  de afeto. O romance tem de ser cultivado e regado todos os dias para não cair na rotina. Além do amor, a gentileza e a compreensão mútua, devem ser regras permanentes para o casal.” E qual a receita para um casamento durar 34 anos e o amor continuar crescendo? Para o militar a condição essencial para isto são justamente estes momentos de romantismo e claro, lembrar das datas. “Esquecer datas importantes para o casal, é imperdoável. As esposas levam muito em conta esse lapso”, diz Newton Maschio, casado há 34 anos com Mariza de Vargas Maschio, 53 anos.


Newton e sua esposa Mariza: o romantismo mantém viva a relação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



“Eu e minha namorada temos uma relação ótima. Procuro sempre mandar flores, abrir a porta do carro, dar presentes, dizer que a amo e a tratar da melhor maneira possível. Estamos juntos há quase seis anos e tento sempre surpreender. Acho que muitos caras hoje em dia não querem namorar, só querem festas e mulheres diferentes. Falta para eles é a achar aquela mulher que nos completa. Acredito que todo homem pode ser romântico se tiver alguém especial que goste de verdade”. Bernardo Bulsing, 21, estudante de engenharia civil, namora há quase seis anos com Giulua Gonçalves, 20.


Giulia Gonçalves e Bernando Bulsing:
juntos há quase seis anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Sou muito romântico. Gosto de agradar e tento sempre estar um passo a frente para surpreender minha esposa. Não precisa ter uma data especial, qualquer dia é dia para dizer que eu a amo, para mandar flores, presentes e mensagens. Já deixei bilhetinho embaixo do travesseiro e presentes embaixo da roupa de cama.
Também gosto muito de cozinhar os pratos favoritos dela. Não podemos deixar o relacionamento cair na rotina, temos que conquistar todos os dias. Eu percebo que muitos homens gostariam de ser mais românticos, mas não fazem por vergonha, acham que vão se expor demais. Porém, num relacionamento temos que surpreender sempre”, conclui Luis Manoel Alves, 41, coordenador administrativo, casado há dois anos com Francine Klatter Alves, 28. Estão juntos há cinco anos.


Luis Manoel com Francine: “adoro cozinhar os pratos que ela gosta”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Sou um homem compreensivo, romântico e carinhoso. Tento sempre me colocar no lugar da minha esposa para entendê-la melhor. Faço tudo que ela gosta, lembro de todas as datas que foram e são importantes para nós e mando flores e presentes. Sou um cara a moda antiga e gosto de escrever cartas e deixar bilhetes para ela dizendo o quanto a amo. Acho que os homens perderam um pouco deste romantismo. Devemos conquistar nossa mulher todos os dias para manter viva a relação”, Jorge Cruz, 53, advogado e professor, casado há 29 anos com Valéria Foutoura da Cruz, 46.


Jorge Cruz e Valéria:
“sou um cara a moda antiga”

 

 

 





 






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